Coisas que me intrigam

Já abriu o Novo Bloco Partos do S. João com novas opções para a grávida
Estas novas instalações vão ainda colocar à disposição da mulher novas técnicas para amenizar a dor durante o trabalho de parto: hidroterapia, musicoterapia, exercícios de relaxamento, bola e cordas específicas para parto natural. Conforme preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS), a mulher vai ter um corredor próprio para deambular livremente durante a fase lactente, o que estimula o trabalho de parto, chuveiro para relaxamento nas 5 salas de parto, sala de cardiotocografia (monitorização durante o trabalho de parto), sala para ecografia diferenciada com maior privacidade, salas individualizadas para reanimação de recém-nascidos, entre outras novas valências. A nova estrutura dá à grávida a opção de escolher a posição que lhe é mais conveniente dar à luz, e os meios que considerar mais benéficos para o trabalho de parto. “

retirado de http://www.hsjoao.min-saude.pt

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Várias questões se levantam com esta aparente tão boa notícia( e não estou a negar que o seja)mas como explicar que se criem condições ditas de luxo num serviço público, isto é, justifica-se tão avultado investimento?

Ou então ver as coisas de outro prisma, dito por outras palavras, porque não haverá o sector público oferecer tão ou melhores condições que o sector privado?

Na minha opinião é de enaltecer, por um lado, que fossem disponibilizados ao Hospital de São João os fundos necessários para a execução desta obra mas por outro lado questionar a adequação do seu emprego, na medida em que podem existir outros investimentos bem mais necessários e que foram negligenciados com esta opção (mesmo dentro do Hospital).

Seria também bom pensar em que é que queremos “transformar” as nossas entidades públicas de prestação de cuidados de saúde? Num serviço tipo “privado” ou num serviço para todos? Não deveríamos apenas ter os cuidados essenciais e deixar os “luxos” para quem os queira pagar(em instituições privadas)?

Não deveriam então todas as maternidades públicas terem as mesmas condições? Ou será que uma parturiente de Vila Real não tem os mesmos direitos que uma do Porto? É que uma coisa é requalificar a rede de maternidades tomando-as por igual, outra é transformar umas em instituições de 1ª classe e outras em de 3ª classe. É que aqui não podemos falar de racionalização de custos pois neste caso estes são desnecessários.
Se querem fazer estes brilharetes associem-se a instituições privadas mas não usem o meu e o vosso dinheiro para estas extravagâncias.
É que a manta a ser curta como nos fazem crer, não chega para tapar a cabeça e os pés simultaneamente…
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