Na semana passada…

Esta semana passada foi pródiga em notícias na área da Saúde, algumas relativas a verdadeiras reformas, outras a rupturas com o actual paradigma, outras com erros de interpretação que podem comprometer uma reforma ou mudança de paradigma e ainda “equívocos”. Aparentemente banais mas a traduzirem uma mudança na forma como se olha a Saúde em Portugal.

Nas verdadeiras reformas enquadraria o anúncio do avanço das UCC (Unidades de Cuidados na Comunidade) que conjuntamente com a rede de Cuidados Continuados Integrados poderá mudar radicalmente o panorama hospitalar dentro de alguns anos (isto de realmente forem implementadas). Digo panorama hospitalar porque o número de camas nestas instituições será reduzido, assim como os internamentos e principalmente os reinternamentos: assim haja vontade e profissionais devidos em número e qualidade. Globalmente as melhorias serão mesmo visíveis daqui a mais anos

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Nas Rupturas enquadraria a abordagem ao problema das listas de espera de Oftalmologia (temo que não pelos melhores motivos e não sabendo ainda o custo a pagar): A ser concretizado o plano previsto, evidencia vontade política de resolver o problema. Por quem foi este criado? As responsabilidades podem ser divididas por poucos, mas são muitos os que as sofrem. Mas o tempo não é de atribuir só as responsabilidades, é de atribui-las e garantir que não tornam a acontecer.

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Quanto aos erros de percepção de um fenómeno enquadrar o que estaria a ser feito pelo IDT (Instituto da Droga e Toxicodependência), isto quanto ao manual que estariam a “dirigir” a jovens com mais de 11 anos, mas para não perder precisão aconselho-os a ler isso aqui. O site da discórdia aqui… mas está “inoperacional” na parte mais polémica.

Se concordo com a nova visão do fenómeno que o IDT tem , de que não é possível erradicar o consumo mas sim controlá-lo, e informação é sempre bem vinda, não posso concordar com informação que pode estar claramente a incentivar ao consumo, dando uma imagem muito abonatória do consumo e “careta” de quem não o faz. Espero que a polémica à volta deste erro de percurso não faça retroceder novamente os progressos já feitos, isto pelo menos quanto à forma de lidar com o problema.

Equívocos
Poderia também enquadrar as declarações do Secretário de Estado Manuel Pizarro: continuo sem compreender porque é que a formação dos médicos tem de ter padrões de qualidade diferentes das outras profissões na área da saúde. E se existe tanta falta de médicos em Portugal… ( e as consequências que isso acarreta para a saúde dos portugueses…) não será de pensar no risco benefício de se formarem mais médicos com uma qualidade “menor” ( noutras épocas esse problema aparentemente não se colocava) para assim poderem abranger uma fatia maior da população?

Outro caso enigmático nesta senda de “equívocos” é o estudo sobre a distribuição das farmácias. Mas aí tirem as vossas conclusões. Há excesso de farmácias em Portugal? Então porque é esta actividade (possuir uma farmácia) tão lucrativa?

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