O défice… Sempre o défice…



Acabámos de ser confrontados com mais uma medida de contenção da despesa mas será resolvido algo e mais… há justiça?


Num país em que o grande problema é confiança e daí advindo a fuga a tudo o que é responsabilidade e dever todas as propostas só mostram que se ataca o problema na conjuntura e não na estrutura.


Muitos poderiam pensar que existem demasiados funcionários públicos em Portugal mas tal não é inteiramente verdade assim como não é inteiramente verdade que não há por onde cortar.


Mas a confiança … essa é que é a grande pecha…
Como justificar tanto instituto público e fundação (adulteradas completamente face ao seu estatuto), com tanta redundância de serviços e no entanto com tão má performance?


Se realmente vivêssemos como príncipes e todos os serviços nos fossem impecavelmente prestados tais dúvidas, tal falta de confiança não se colocaria mas o face ao que é conhecido por todos… como é tal possível?


Quanto dinheiro desaparece em empresas municipais, institutos, fundações sem que daí se obtenha qualquer benefício?


Como se ousa culpar quem trabalha e desresponsabilizar quem dirige?


Não irá tudo isto afundar ainda mais a produtividade? Não é exactamente a falta de confiança em quem dirige que leva a que se seja menos produtivo e mais evasivo aos impostos?


É que cortar por todos só leva a mais injustiças… Cortem em quem não cumpre!




Redundâncias?
Veja-se o caso da saúde em particular…



“Artigo 4.ºAdministração directa do Estado
Integram a administração directa do Estado, no âmbito do MS, os seguintes serviços centrais:
a) O Alto Comissariado da Saúde;
b) A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde;
c) A Secretaria-Geral;
d) A Direcção-Geral da Saúde;
e) A Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação.
Artigo 5.ºAdministração indirecta do Estado
1 — Prosseguem atribuições do MS, sob superintendência e tutela do respectivo Ministro, os seguintes organismos:
a) A Administração Central do Sistema de Saúde, IP;
b) O INFARMED — Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP;
c) O Instituto Nacional de Emergência Médica, IP;
d) O Instituto Português do Sangue, IP;
e) O Instituto da Droga e da Toxicodependência, IP;
f) O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, IP.
2 — Prosseguem ainda atribuições do MS, sob superintendência e tutela do respectivo Ministro, os seguintes organismos periféricos:
a) A Administração Regional de Saúde do Norte, IP;
b) A Administração Regional de Saúde do Centro, IP;
c) A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, IP;
d) A Administração Regional de Saúde do Alentejo, IP;
e) A Administração Regional de Saúde do Algarve, IP.
Artigo 6.ºEntidade administrativa independente
A Entidade Reguladora da Saúde é uma entidade administrativa independente no âmbito do MS.
Artigo 7.ºServiços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde
1 — O membro do Governo responsável pela área da saúde exerce poderes de superintendência e tutela, nos termos da lei, sobre todos os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde, independentemente da respectiva natureza jurídica.
2 — Integram o Serviço Nacional de Saúde todas as entidades públicas prestadoras de cuidados de saúde, designadamente os estabelecimentos hospitalares, independentemente da sua designação, as unidades locais de saúde e os centros de saúde e seus agrupamentos.
3 — Os estabelecimentos e serviços a que se refere o presente artigo regem-se por legislação própria.”








Quantos dirigentes são necessários para assegurar tais instituições?

Quantas funções são sobrepostas? (aconselho vivamente ler a informação através do link)

São avaliados?

Que indicadores de produção podem ser consultados?

O que é a normal actividade para essas instituições? Qual deveria ser a normal actividade? 

Não se exigiria maior qualidade dos seus serviços? Se não… Porque existem? 

Como são responsabilizadas?


Por isso considero uma falácia dizer que os funcionários públicos (o que quer que isso seja pois têm deveres e direitos diferentes independentemente de quem lhes paga) são os responsáveis pelo descontrolo da despesa.

Façam um mapeamento das funções que o estado assegura e vejam a redundância das funções.

Façam um mapeamento do pessoal necessário à prestação dos serviços que pretende assegurar.

Organizem o sistema a partir de baixo e não a partir de cima (primeiro asseguram-se que os serviços são prestados e não “arranjar” um dirigente e depois criar um serviço para ele dirigir).

Se há excedentários que nos mostrem onde e porquê… 

Mas que haja responsabilidade porque sem isso ninguém confia em ninguém e só por sorte nos poderemos apelidar de europeus e não terceiro-mundistas…

PS: encontrem um meio termo entre o futebol e o outro mundo… No futebol despede-se sempre o treinador… Aqui despede-se sempre o futebolista(trabalhador).









Anúncios

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s