Causas de Internamento evitáveis. Estar à frente do nosso Tempo…





“No âmbito do novo Plano Nacional de Saúde 2011-2016 procurou-se definir um conjunto de indicadores macro que permitissem definir e calcular “Ganhos em Saúde”. Estes indicadores encontram-se, por sua vez, divididos por áreas de resultados em saúde consideradas estratégicas: mortalidade, morbilidade, incapacidade, satisfação, resposta do sistema de saúde, qualidade e sustentabilidade.”
In ACS


Se observamos os indicadores(retirados de link) originalmente da OCDE:



Care for Chronic Conditions
  Avoidable admissions for asthma
  Avoidable admissions for COPD
  Diabetes lower extremity amputation
  Diabetes acute complications
  Congestive Heart Failure
  Hypertension
 Care for Acute Exacerbation of Chronic Conditions
  Acute Myocardial Infarction
  Hemorrhagic stroke
  Ischemic stroke
 Care for Mental Disorders
  Bipolar hospital re-admission rate
  Schizophrenia hospital re-admission rate
 Cancer Care
  Breast cancer five-year relative survival rate
  Cervical cancer five-year relative survival rate
  Colorectal cancer five-year relative survival rate”

Podemos facilmente constatar que uma outra forma de ver o problema deveria ser equacionada mormente:

Os cuidados de saúde de qualidade devem estar centrados na optimização do estado funcional que é a principal preocupação dos “pacientes” e suas famílias”  Retirado de:  Pereira, 2008 link



Isto conseguir-se-ia se além da abordagem médica da coisa, aproveitássemos algo que é a adesão ao regime terapêutico e o empowerment dos utentes, o nosso já antigo “promoção do autocuidado” travestido nos dias de hoje por quem o usa e ousa querer retirar-nos a patente.


Julgo que isto possa ser um ciclo vicioso: investimos mais e mais em medicação descoberta de novas doenças(ler Jorg Blech) e esquecemo-nos de como se chega à doença. Sem atacarmos o problema essencial ele só tenderá a agravar-se.


Reflictam no aproveitamento que têm feito da nossa forma (dos enfermeiros) de ver as coisas e a forma incorrecta como se faz saúde no mundo. 



Por exemplo traduziu-se promoção do autocuidado por empowerment“Cuidar” por aposta na relação interpessoal como forma de melhoria da qualidade clínica:  … isto só para dizer estes dois casos…

Cada vez mais tenho a certeza que a forma de estar e ver a Saúde dos enfermeiros é a mais correcta, parece-me é que querem usurpar-nos a autoria das ideias e manietar as respostas às situações fazendo de conta que não estamos lá , para que efectivamente se continue a fazer o mesmo mas supostamente não. Sem enfermeiros não dá para fazer Enfermagem .

Cada vez mais todas as organizações de saúde “traduzem” o que dizemos há muitos anos, por outras palavras, tentando fazer crer que são visões originais. No entanto as soluções continuam as mesmas…

Cada vez mais penso que realmente estamos muito à frente do nosso tempo…
Mas … para sermos inteligentes não podemos querer ter uma televisão se ainda não inventámos a electricidade… primeiro temos de fazer isso!

Porque não usam as nossas palavras? Porque não publicamos o suficiente e de qualidade insuspeita…

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