Utopias





O artigo já é antigo (Julho 2010) mas sempre actual, no entanto não assumindo o raciocínio como perfeito terá de ser encontrado um meio termo, em que a solidariedade colectiva seja isso mesmo solidariedade e em que quem a recebe também dê.

Transcrição do DN :

Um professor de economia da universidade Texas, disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira. Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.
O professor então disse, “Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe.
Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames.”
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e,portanto seriam “justas”.
Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores…
Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.
Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com oresultado!
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma.
Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da media das notas.
Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.
O resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma.
A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.
No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram…
Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado.
Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.
“Quando a recompensa é grande”, disse, o professor, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável.”
O pensamento abaixo foi escrito em 1931.
“É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.
O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.
Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”

A que poderíamos contrapor esta de um comentador (Identificado como José Jardim) do mesmo artigo, atribuída a Almeida Garrett: 

QUANTOS POBRES SÃO NECESSÁRIOS PARA PRODUZIR UM RICO?

«Eu pergunto aos economistas,politicos,aos moralistas,se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria,ao trabalho desproporcionado,à desmoralização,à infâmia,à ignorância crapulosa,à desgraça invencível,à penúria absoluta,para produzir um rico?»

ALMEIDA GARRET

A minha ideologia: Igualdade de oportunidades, recompensa em função do mérito e justiça social através de solidariedade colectiva para os que “precisam mesmo” . 
Como já devem ter percebido isto é a Social Democracia.

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8 thoughts on “Utopias

  1. O Zeitgeist… lolMas esse não é um bom exemplo…A questão da não divindade de Jesus por supostamente ser um de entre muitos outros, repetindo-se o fenómeno de x em x anos é uma tremenda aldrabice cheia de erros factuais… Se pesquisar bem as únicas referências que apoiem o Zeitgeist, nessa mesma matéria, são referências ao próprio Zeitgeist…Um pouco ao exemplo do Cavilon… em que a 3M faz quase todas as referências ao mesmo…

  2. "O que defendo é que quem mais trabalha mais deve ganhar e quem não trabalha deve ser estimulado a trabalhar… agora neste sistema em que quem mais trabalha mais é explorado e não trabalhando se ganha o mesmo.."Este pensamento é curioso. Isto fez-me recordar o "addendum" do Zeitgeist, a forma como o mundo económico estava premeditado para que mais de meio mundo servia os interesses a uma seita de corporações.

  3. Não feriu… lolO que defendo é que quem mais trabalha mais deve ganhar e quem não trabalha deve ser estimulado a trabalhar… agora neste sistema em que quem mais trabalha mais é explorado e não trabalhando se ganha o mesmo…Estamos a chegar a um ponto de saturação total!

  4. Caro "No Tunel"… ainda não houve nenhum governo social democrata a governar o país… Espero que isto lhe diga algo sobre a minha filiação partidária que é… nenhuma. Actualmente não simpatizo com nenhum partido mas o que na sua ideologia mais se aproxima da minha é o PSD, mas o PSD de hoje nada tem de social democrata… Por isso não os defendoPor pouco não votaria no Tiririca…

  5. Boa Noite, Caro Colega…Sou um adepto recente do seu blog apesar de nunca antes o ter comentado, e apesar de concordar em parte com o seu comentário, não posso deixar de o fazer agora no que se refere ao direito social e irei fazer com um português curto e grosso. Basta uma questão: o quê que a Social-Democracia e o Socialismo fizeram durante os últimos 36 anos no país?? Ou será que as pessoas que lideram e lideraram o Socialismo e a Social Democracia não colocaram em prática todos esses ideais? Ou será que Almeida Garret está correcto no que diz, e andamos a sacrificar milhares de portugueses para alguns "xicoespertinhos" ganharem o que ganham sem serem acusados? É como diz, o ser humano quer sempre mais e como tal iria, como acontece, "aproveitar-se" dos mais fracos, e quem tem direito e quem é que tem igualdade de oportunidades neste país com a sua social democracia? Ou será que é da opinião e aplicando à profissão de enfermagem a frase de Almeida Garret seria: será necessário sacrificar centenas de enfermeiros para se "criar" um excelente enfermeiro? Pois, com esta frase poderia querer dizer muito mais, mas não vale a pena descrever o estado da profissão devido talvez a socialista, socais-democratas, entre outros… Lembro-lhe um governante que governou o país no inicio dos anos 90 e o que ele fez com os direitos sociais que tanto defende.Cumprimentos

  6. Colega Ciro:Se adaptarmos essa analogia para a realidade "nórdica", também essa já acossada de problemas com o "Estado Social" e que é tudo menos socialista nos seus princípios mas cuja consequência é o socialismo, (eu prefiro chamar-lhe social democracia) o que se passaria seria: Os alunos que tiveram pior desempenho seriam alvo de um estudo sobre causas que levaram ao seu mau desempenho. Os melhores alunos seriam incentivados a ajudar, de que maneira fosse, a que os piores obtivessem melhores resultados, quer de aulas extra, quer modificando o método de estudo. Seria estudado como é que os bons alunos obtêm melhores resultados e seriam divulgadas essas práticas de forma a que os piores pudessem ser melhores…Uma noção de solidariedade colectiva é sempre indispensável para a harmonização da sociedade humana.Além disso no artigo descrito referi-mo-nos a uma realidade em que o trabalho pode ser objectivamente avaliado e parte-se do pressuposto que a entidade reguladora (o professor) é isento, algo que na sociedade não é observável por inteiro.Penso que o socialismo puro é incompatível com o Homem, está nos genes pretender ser melhor que o outro e obter frutos do seu trabalho e só quando atingimos um certo grau de bem estar conseguimos partir para o altruísmo. Repare que na Grécia Antiga a filosofia(e o tempo para discuti-la) só surgiu porque não teriam tantas preocupações com fome e miséria social (dentro do círculo de cidadãos).Com isto quero dizer que para sermos melhores temos de ter condições para … e não nivelar tudo por baixo e… quem está por baixo TEM de ter condições para atingir o topo.A sociedade não é tão simples como uma sala de aula e a avaliação dum teste mas os princípios pelo qual se deve reger não serão assim tão diferentes…

  7. Caro colega:Apesar de ser uma curiosa analogia, este não é um bom exemplo de socialismo. Não é que seja minha intenção defender aqui ideologias políticas, contudo sabemos que o socialismo aplicado em comunidades ditas "civilizadas" contribui invariavelmente para a justiça e igualdade de oportunidades.Agora em realidades bem distintas dos países nórdicos, nomeadamente latinas, o socialismo é o critério essencial para o oportunismo. Aí o sistema social tem de ser adaptado, atendendo à filosofia e comportamento de massas específico, com vista à ordem e sustentabilidade social.

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