Vantagens decorrentes da existência de Desemprego em Enfermagem





Sei que será um post polémico e eventualmente mal compreendido…


E claro que preferia que este problema não se colocasse e que as vantagens daqui decorrentes pudessem ser práticas habituais num mundo sem desemprego entre nós mas já que existe…


Algumas possíveis vantagens de existir desemprego …


Fazer-nos repensar que nada é eterno e que quando obtemos um ganho garantir de que ele não pode facilmente ser retirado: por exemplo não ir novamente no engodo de horários acrescidos, horas extra e subsídios vários… Salário base alto acima de tudo…

E pensar que nunca se pode esquecer o flanco: Todos especialistas e a aplicar o que sabemos… não dando margem para aparecimento de 1001 profissões e actividades à volta da saúde… Mas isto não nos afectará principalmente a nós mas sim aos utentes…

– O excesso de enfermeiros levará a uma maior competitividade nos locais de trabalho que se poderá traduzir num aumento da formação como garantia de se manterem competentes e não serem ultrapassados.

– Existirá uma menor prevalência de duplo emprego e consequentemente maior tempo disponível para actividades fora da Enfermagem, nomeadamente Política ( Partidos e coisas assim).

– Maior reflexão sobre a formação pré e pós graduada como forma de garantir valor acrescentado para as acções desenvolvidas por enfermeiros, como forma de garantir a sua necessidade de integração nos serviços de Saúde.

– Expansão da actividade de enfermeiros para campos mais descurados até aqui nomeadamente saúde na comunidade (escolas, acção social, grupos).

– Maior investimento na investigação

– Maior disponibilidade para investir na qualidade dos serviços prestados e sua avaliação (elaboração de protocolos, maior “frescura física” para trabalhar, maior acção na área da Qualidade da estrutura, processo e resultados).

– Maior exigência na preparação dos alunos para o Mercado de Trabalho através do aumento da exigência curricular e formativa.

Tendo como consequência última um inevitável uma escalada até ao topo das profissões, nomeadamente na Saúde a médio prazo… Isto claro se até lá tudo não se desmoronar: QUE É MUITO PROVÁVEL QUE ACONTEÇA SE CONTINUAR DESTA FORMA… Aproveitar um problema como uma oportunidade…






Pensamento:


Uma oportunidade de progredir e no entanto uma hipótese de tudo hipotecar...

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4 thoughts on “Vantagens decorrentes da existência de Desemprego em Enfermagem

  1. A perca de identidade da profissão não se perdeu para os auxiliares… mas sim para todas as profissões que apostaram em qualificar-se mais do que nós para determinados campos: vide téc de cardiopneumologia, fisioterapeutas etc etc… Os auxiliares não…Onde diz que existia competitividade eu digo que existia rabugice… Competitividade significa competir e ser melhor…O duplo emprego será cada vez mais residual uma vez que qualquer instituição preferirá um elemento a tempo inteiro do que um em tempo parcial e em gestão de esforço( excepção serão trabalhos mais precários como clínicas e Saúde 24 por ex)Quanto à formação pré e pós graduada, está enganado… cada vez mais, para não perderem o lugar, as pessoas farão formações deste tipo (talvez as únicas que valem minimamente a pena) e se diz que já se faz há muito pense que não existia nenhum plano estratégico para o ensino de enfermagem nem se concebia o MDP antes do flagelo do desemprego…O facto de existirem mais desempregados força-os a procurar nichos de mercado desaproveitados (vide PréHospitalar, Unidades de cuid contnuados) onde a presença era residual e em duplo emprego… Tem de concordar comigo… alguém a tempo inteiro e com o lugar minimamente ameaçado esforça-se mais…

  2. Carlos:Por vezes tem de se fazer o papel de advogado do diabo se é que me entende.Quanto ao duplo emprego não condeno quem o tem, preferia que o não tivessem mas torna-se difícil pedir isso a quem tem despesas que não consegue suportar… ninguém o faz por capricho mas por necessidade.Declaração de interesses: Não tenho duplo emprego.Quanto aos rácios… Não se esqueça de os comparar com países que apenas têm enfermeiros diplomados como o nosso, acontece é que fazemos muitas vezes trabalho que não nos compete pelas mais variadas razões, desviando-nos de tarefas mais qualificadas(entenda as tarefas que entender). Isto também porque temos aversão a trabalhar com qualidade o que implica que queiramos fazer tudo a todos e com isso acabando por prestar os cuidados mínimos.Quanto ao exemplo suiço tenho as maiores dúvidas acerca disso dado ter imensa família a residir lá sendo que me garantem que a qualificação destes ( e obviamente a competência que transparecem) é bastante inferior à nossa.Quanto ao ter tempo… Isto talvez porque o sistema está melhor organizado do que o nosso e não têm tantas assimetrias na distribuição de enfermeiros.Anónimo:O eterno refere-se a não negociação de remunerações que não impliquem o aumento do salário base que foi o que se passou durante muito tempo, com a atribuição de horários acrescidos e horas extraordinárias para compensar um salário baixo e que nesta "epoca" foram retirados.

  3. 1. Nada é eterno, sim é verdade e concordo com o que disse mas isto não tem nada a ver com o facto de haver mais desemprego.2.Especialidades sim e a perca de identidade da profissão já começou infelizmente à muito tempo quando começamos a delegar funções nos auxiliares.mas novamente algo que não tem nada a ver com o desemprego mas sim com as exigências das empresas que nos contratam e com a ambição de cada enfermeiro.além disso lembre-se que formação extra é muito cara e para alguém desempregado é quase impossível.3.Aumento de competitividade é óptimo mas sempre houve bastante competitividade e além de tal como disse formação extra ser cara e dificilmente acessível a quem estiver desempregado.4. menor prevalência de duplo emprego? só se nos subirem os salários e neste momento a situação económica do país tende a agravar-se, mais um ponto que não tem nada a ver com o desemprego.5.Maior reflexão sobre a formação pré e pós graduada, este ponto já é inerente ao serviço de enfermagem À muitos anos, não é preciso desemprego para isto acontecer.6.expansão da actividade de enfermagem em para campos mais descurados, sim isto tem acontecido mas pelos casos que conheço, com salários muito baixos. 7.maior investimento na investigação, com que dinheiro? e que tem isto a ver com o desemprego?8.Maior disponibilidade para investir na qualidade dos serviços prestados e sua avaliação? de quem? então cada vez reduzem mais o numero de enfermeiros e o trabalho aumenta e existe maior disponibilidade?9. aumento da exigência curricular e formativa.tal como já disse antes, isto sempre aconteceu, os cursos de enfermagem estão em constante evolução, em nada tem a ver com o desemprego.

  4. è vergonhoso como há pessoas que podem pensar desta forma e ver vantagens em haver desemprego na enfermagem! Todas as pessoas necessitam de trabalhar sejam enfermeiros sejam médicos, psicologos, fisioterapeutas, seja qualquer pessoa. Realmente quem fez este tópico ja sabia que não seria compreendido. Há que reflectir que as pessoas, neste caso utentes devem ter bons cuidados de enfermagem. Será que o enfermeiro com duplo emprego presta verdadeiramente bons cuidados de enfermagem?Será que a carência de enfermeiros relativamente ao número de utentes permite que sejam prestados de qualidade e holisticos, tal como se preconiza e já há muito tempo?Nós portugueses gostamos muito de copiar modelos de sistemas de saude, entre outros aspectos organizacionais de outros paises, mas não pensamos em copiar o racio de enfermeiros dos paises desenvolvidos, tal como frança, suiça, etc…Eu trabalhei na suiça e realmente posso dizer que lá são prestados cuidados de enfermagem de qualidade, onde o enfermeiro tem tempo para olhar holisticamente para o doente, identificar problemas, planear intervenções e pô-las em prática. Espero que um dia este contexto socio-cultural se altero pois como estamos além da classe de enfermagem estar sempre a ser constantemente a ser humilhada e desvalorizada quem paga no final são os utentes, os quais nós deviamos ter o maior respeito (incluindo os politicos) pois são os utentes (incluindo-nos também) quem financia o sistema nacional de saude e todo o sector público do pais.

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

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