Gestão do regime terapêutico

Este é citado como um foco de atenção do enfermeiro e até um dos prioritários face ao que é considerado o cerne da actividade do enfermeiro, isto passando os olhos pelas correntes mais actuais na enfermagem…

Mas o que envolve?

Imaginemos numa pessoa com dor crónica por doença oncológica com metastização (parte médica)… Que intervenções podem ser aplicadas?
Na avaliação dos resultados das intervenções a pessoa mantém dor incontrolável apesar de todas as intervenções não farmacológicas  e não consegue comer por exemplo ou tem diminuição do apetite, o que fazer?

Ao não termos o poder de prescrição de fármacos analgésicos e neste caso em particular, não conseguindo assegurar AUTONOMAMENTE esta gestão adequada do regime terapêutico poderemos dizer que faz sentido dizer que é uma área que podemos considerar autónoma?
Não seria verdadeiramente autónoma se pudéssemos prescrever os ditos fármacos?

PS: A prescrição de fármacos deve utilizada se for o meio mais adequadom por exemplo não prescrever um antidiabético oral antes de extinguir intervenções como promoção de comportamentos saudáveis ou instituição de plano dietético…  Ao fazermos isto seríamos de facto médicos mas se usássemos a terapêutica farmacológica em última linha, sem facilitismos e numa perspectiva de enfermeiro isso já seria exercer enfermagem…

A minha posição: Meio termo entre Prática Avançada e Enfermagem Avançada...

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5 thoughts on “Gestão do regime terapêutico

  1. Tema interessante, sem dúvida…Concordo com a discussão do mesmo, mas acrescentaria outro factor que permite extrapolar a relevância dos enfermeiros neste campo:- Que estudos existem sobre este tema e a intervenção dos enfermeiros?

  2. Caro MauroGEsta questão da competência se bem me recordo, já foi discutida e na verdade penso que se encontra encalhada no meio das discussões. Em qualquer área tem que existir competência. Não se pode exercer uma actividade com qualidade se não houver competência. A questão centra-se na discussão das fronteiras do conhecimento.Ficarei também espantado se hoje em dia acreditar que não existe multidisciplinariedade, e compreendo sim, que enquanto houver profissionais contrariados na sua área de actuação mais difícil vai ser a concretização dessa mesma multidisciplinariedade e cabe às profissões ameaçadas defender o que de tão nobre criaram como sua área de intervenção, sem esquecer que que a nossa intervenção tem que resultar da formação que temos e do domínio de actuação.Não extrapolei nenhum assunto relativo à competência ou à multidisciplinariedade.Falei sim dum uma área de intervenção nossa e sua concepção.Não vou estar a discutir uma o que é uma intervenção de Enfermagem, basta ler o livro das Competências do enfermeiro de cuidados gerais que teremos a resposta.Quanto às intervenções na gestão do regime terapêutico, dando um pequeno exemplo, se englobar um ajuste das estratégias para que os clientes adirão ao regime farmacológico, basta pensar-se que existe ainda um nível de iliteracia muito grande na população idosa deste pais, para além de que existe também aqueles sem recursos sociais, nem família. Penso que se consegue perceber qual vai ser a nossa intervenção. Como fazê-la é simples, é agarrar em literatura, consultá-la e aplicá-la. Ah e imaginação porque enfermagem também é uma arte. A enfermagem não é fácil e existe aspectos da nossa actuação que são menosprezados porque é mais aliciantes estudar-se doenças e fármacos e acreditar-se que um dia seremos capazes de ser uma espécie de doctornurse.Essa aversão à área médica de que fala é algo que cada um tem que reflectir… Agora que existe gente frustrada porque se revia numa profissão em que durante muitos anos nos subjugou, que mantém os patamares de espectacularidade e de representação social elevada, que é levada a colo por várias forças da sociedade, lá isso existe. E é por existir esse tipo de pensamentos em Enfermagem, que como profissão não conseguimos encontrar ideias convergentes quanto ao nosso exercício profissional. Precisamos de gente esclarecida e que sabe o que quer e por onde deve ir. O paradigma está a mudar, as entidades maximas da saúde já compreenderam isso temos que agarrar essa oportunidade onde somos úteis à sociedade.

  3. NurseÉ confuso tal como a interpretação que é dada à Enfermagem e ao que deve ser o desempenho dos enfermeiros.Deixo-lhe algumas perguntas… Quem define as fronteiras de competências?Que é isso da multidisciplinariedade? É que desconheço poucas aplicações práticas da democracia nesse contexto…Se o Nurse não se julga capaz não tem de extrapolar essa conclusão para os outros enfermeiros…O que é uma intervenção de Enfermagem? O que define ser uma intervenção de Enfermagem e não de outra disciplina?A gestão do regime terapêutico pode não implicar medicação mas também pode… Nesse caso …Gostaria de compreender quais são as intervenções que defende para os enfermeiros para fazer cumprir o regime terapêutico e fazer um exercício… Porquê só a área médica nos causa aversão e nos leva a diabolizá-la e tal não se passa em relação à psicologia, sociologia, nutrição etc etc etc…É que muitas das intervenções que não são da esfera médica são da esfera destes profissionais…Quanto à confusão do "PS"… Considerando a Enfermagem avançada como apenas intervenções autónomas dos enfermeiros e a prática avançada apenas as interdependentes e delegadas… claramente situo a minha posição no meio termo…

  4. Não tenho lido todos, mas este foi o post mais incoerente e confuso que li.Primeiro pelo exemplo que deu… Estas pessoas com dor crónica por norma, são seguidas em oncologia por uma equipa multidisciplinar, onde os enfermeiros estão inseridos e o seu papel no monitorização e gestão da dor é muito importante mesmo não sendo a prescrição um acto de enfermagem. Pela complexidade da situação, a decisão pela analgesia tem que ser bem fundamentada e não estamos preparados para assumir essa responsabilidade. Após prescrição existe sim uma intervenção importante de gestão e monitorização da dor que cabe ao enfermeiro fazê-lo. Segundo pela forma como descreve a situação, parece que faz uma confusão no conceito de Gestão do regime terapêutico. A gestão do regime terapêutico não pressupõe a prescrição de medicação, pelo que não irá ficar comprometida sob o ponto de vista dos resultados que são esperados se não houver uma prescrição. A gestão do regime terapêutico que pode ser relativo à componente farmacológica ou não pressupõe a forma ou estratégias de gestão do regime terapêutico para cumprimento do mesmo. Por isso não faz sentido falar-se em autonomia sob esta área quando se refere à prescrição como uma ferramenta indispensável para tal.Por fim o "P.S." também ele confuso e um pouco à semelhança da ideia que já tinha deixado no parágrafo anterior. Pense que quanto mais entrarmos no campo da farmacologia e da prescrição mais teremos de nos confrontar com os diagnósticos médicos e não é por aí que temos que ir. É também bom pensarmos numa coisa. A tendência ao longo dos tempos passados era que, primeiro os clientes ou utentes fossem ter com o médico e posteriormente os enfermeiros encarregavam-se de exercer as suas funções mais ou menos limitadas à subserviência médica tendo em conta o tempo (espaço temporal) em que estejamos a falar. Nos últimos anos, e daqui para a frente a tendência será primeiro o cliente ou utente ser visto pelo enfermeiro e dp pelo médico. Pela mudança do paradigma de saúde que urge fazer-se e que cada vez mais as organizações de saúde insistem. Ou seja promoção da saúde, prevenção da doença e posteriormente caso estas medidas falhem tratamento da doença. Por isso, digo que devemos apostar e acreditar nas nossas acções, na autonomia que podemos tirar delas numa perspectiva de enfermagem avançada e com base nos focos de actuação onde os enfermeiros podem ter uma actuação primordial, ou seja na promoção da saúde e estilos saudáveis e prevenção da doença.Nao descorando claro outras áreas como a adaptação a deficits e reabilitação em situações de doença e a satisfação de necessidades básicas de vida que também hoje em dia são áreas fulcrais tendo em conta o envelhecimento da população e onde os enfermeiros podem fazer a diferença e já o fazem.

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