Culpados do aumento das quotas? Ou não…





Eu serei, em conjunto com outros vários milhares de enfermeiros, culpado do aumento das quotas para a OE por não termos votado, isto partindo do pressuposto de que seriam contra.


Eu sou contra porque julgo que é possível fazer mais e melhor com o actual orçamento. Não vou aqui discutir o porquê, isso neste momento não interessa

No entanto ressalvo que os moldes em que as AG’s são realizados são do mais arcaico e injusto que possa  existir:

Quando até o site foi alvo de um investimento avultado, quando vivemos em pleno século XXI, quando até via online têm acesso aos nossos dados e já todos participamos em estudos promovidos pela OE e em que a confidencialidade é garantida é do mais elementar bom senso permitir esta via para que todos possam dar o seu contributo… Ou pelo menos a correspondência escrita…

Isto claro se queremos que dêem o seu contributo pois confesso que tenho as minhas dúvidas…

300 km (aproximadamente) separam Lisboa do Porto mas na realidade esta distância pode medir-se em euros: mais de 40 euros de portagens e outros tantos em combustível ou seja 80 euros… Então se falarmos de Bragança… E se falarmos de Ponta Delgada ou Funchal? Porque não interessa que todos possam dar o seu contributo, isto do ponto de vista de termos todos igualdade de oportunidades…

Vários factores levam a que esta e outras AG’s tenham pouca participação. 
Esta… 

Uma cimeira da NATO que convida a que  ninguém se aventure numa estrada em Lisboa…

A falta de divulgação dos temas a debater na AG…muitos dos enfermeiros não usa a Internet e menos ainda visita o site da OE… Obviamente não interessa que estes estejam informados…

Pode sempre argumentar-se que só não se interessam porque não querem… Mas não interessa à OE e a todos os enfermeiros que todos se sintam responsáveis e todos sejam proactivos?

Então… devemos fomentar a máxima participação de todos e votação presencial, principalmente quando é num único local, não é claramente um modelo adequado, quer aos dias de hoje, quer quanto ao pressuposto de maior envolvimento dos enfermeiros nos desígnios da sua profissão e da sua principal estrutura. Se as eleições para a assembleia da república ou para a presidência fossem em Lisboa também não seria muito justo…

Pode sempre argumentar-se com os custos mas como já disse anteriormente hoje em dia existe a Internet… E há segurança suficiente para permitir que este processo seja feito desta forma…

Claramente este é um modelo que favorece quem não tem horário de trabalho rígido e maleável, quem tem despesas de deslocação pagas e quem tem toda a facilidade em deslocar-se ao local de votação, ou seja, uma pequena minoria que cada vez mais me convenço que não serve a ninguém… 

Não interessa que os enfermeiros estejam ou não envolvidos, não interessa que votem, interessa apenas que contribuam com os seus tostões…
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3 thoughts on “Culpados do aumento das quotas? Ou não…

  1. Acredito que é possível mudar, todos os dias falo com colegas que estão desiludidos, desmotivados. Quem está na liderança da OE e Sindicatos, não conhece a realidade ou então faz de conta que não conhece e isto tem que mudar. Quando se pergunta o que andam a fazer..respondem com as lutas de há 20/30 anos atrás, pois nos últimos dez anos não tÊm nada para apresentar..

  2. "ABUNDÂNCIA PARA OS MAIS FAVORECIDOS, CONTENÇÃO PARA OS MAIS NECESSITADOS" retirado do Blog "Porque deixei de ser Enfermeiro…"Não me considero culpado pela falta de Bom senso da OE pela Obecessão em aumentar as Cotas, quando estamos em contenção salarial, cortes salariais.Considero-me culpado pela falta de disponibilidade em ir á AG para poder votar contra, pois estava a trabalhar (a ganhar ums Horas Extras) para poder ganhar um bocado mais ao final do mês para poder fazer face ás novas exigencias orçamentais que se avizinham.Gostaria de agradecer a quem decidiu aumentar as cotas, ainda que de forma faseada, pela falta de Bom senso, pelo sentido de Oportunidade da mesma, pela falta se sensibilidade perante as adversidades que temos pela frente, pelas que já enfrentamos e pelas que ainda vamos enfrentar. Cada vez custa mais dar, sem receber o merito merecido, o reconhecimento. Os doentes dão. Mas isso não paga contas e não melhora a nossa condição social. Sim, há piores que nós, muito piores. Mas se a classe média não sobreviver, tudo vai desmoronar. A classe média mantem o pais, pois é quem paga e pouco foge aos impostos, quem dá lucro ao pais em detrimento dos parasitas da sociedade que em nada contribuem, podendo contribuir.Já tem vindo a pedir Dinheiro á minha casa. Não dou dinheiro, mas dou o suficiente para umas refeições quentes. Sabem que mais, Recusam… querem dinheiro.Já aceitei em dar dinheiro, mas exigi trabalho para o merecer… sabem que mais… insultaram-me! "Que isso cansa, isso de trabalhar".Agora a OE exige mais ao final do mês. Não me importava de dar mais, mas se visse a nossa profissão, classe dignificada,quer socialmente, quer monetáriamente, quer em prestigio, que não visse colegas com medo, com vergonha de pronunciar as palavras com orgulho "Sou Enfermeiro!"Somos Enfermeiros, mas não sinto a OE que defenda os Enfermeiros, pelo contrário. "ABUNDÂNCIA PARA OS MAIS FAVORECIDOS, CONTENÇÃO PARA OS MAIS NECESSITADOS"

  3. Concordo com uma parte do que foi dito, contudo existe alguns aspectos que falando essencialmente como pessoa e posteriormente como enfermeiro devo discordar, porque para mim é uma questão de bom senso.Na verdade, não faz sentido que a OE continue de uma forma puramente estratégica a adoptar um modelo de votação que não interessa à maioria dos enfermeiros e num timing especialmente estratégico. E este sim é um aspecto que na verdade deve-nos mover de forma a alterar o seu sentido…Contudo devo dizer que, se atendermos ao argumento das deslocações e do preço que isso acarreta, então não posso acreditar que em Lisboa apenas exista no máximo das hipóteses 161 enfermeiros, que foi o número que consta. Pois estes não têm desculpa face aos argumentos desculpabilizador apresentados. Nem acredito que que em todo Portugal, os enfermeiros estejam em período laboral, e estando em período de descanso, estão urge fazer um esforço e abdicar do descanso por uma boa razão que defendem. Se atendermos a estas razões, não creio que não fosse possivel mesmo assim ter mais que 120 representantes que conseguissem fazer face aos 120 enfermeiros que votaram a favor. alias era so preciso cerca de 80 ao juntar aos cerca de 40 que votaram contra.O problema aqui é a inércia de acções, com que os enfermeiros olham os problemas actuais de enfermagem. Existe muita propaganda de ideias revolucionárias, muita indignação mas nas alturas cruciais não se vê essa força teórica em prática.É preciso uma voz unificadora, uma entidade que une e nutre a união em enfermagem, que não existe pois as Ordem e os Sindicatos (que são os unicas entidades que eventualmente poderia-nos defender ou representar devidamente, o que não acontece) estão preocupados com outras coisas. Existe mil e uma forma de fazer as coisas, mas mil atitudes de inércia e de falta de convicção de que os actos podem traduzir bons resultados. Esta é a prova de que os enfermeiros estão esgotados, desanimados mas não conseguimos resolver problemas se não agirmos… Esta AG já era, esperemos que na próxima a mobilização seja maior…

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

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