Benchmarking



“Processo contínuo e sistemático que permite a comparação das performances das organizações e respectivas funções ou processos face ao que é considerado “o melhor nível”, visando não apenas a equiparação dos níveis de performance, mas também a sua ultrapassagem”
   DG III – Indústria da Comissão Europeia, 1996

Retirado de : link 

Recomendo também a leitura de:  Improving value in health care
Measuring quality da OCDE 

Face ao actual paradigma da Saúde de que forma é usado o benchmarking?


É de todo usado?


A verdade é que a não divulgação dos resultados, isto se é possível revelá-los (o que é outra questão), leva a que se reinvente permanentemente a roda.

As nossas instituições, aos mais variados níveis, desde associações profissionais aos hospitais, centros de saúde, USF, UCC, Ministério, DGS, etc etc, não têm sido propriamente efectivas na partilha de conhecimentos sobre todo o processo de qualidade e nas implicações que isso tem no benchmarking.

É extremamente difícil, senão impossível , saber qual o manual de actuação em determinada situação numa determinada instituição, por exemplo qual a actuação numa pessoa submetida a uma artrodese cervical: Preparação para o regresso a casa, satisfação da pessoa, dos profissionais, indicadores de qualidade…

Não sabemos quais os cuidados de saúde prestados, se existe algum protocolo de actuação, como é que ele foi instituído, barreiras e limitações à sua implementação, resultados , custo real por pessoa atendida. Quando falo nisto é numa perspectiva da facilidade em encontrar esta informação, se ela existe e se de facto ela pode ser extrapolada para outros contextos…

O processo de obtenção de informação é nebuloso e não facilitador da inovação e da adopção de boas práticas…

Arrisco-me a dizer que nem sabemos quais são as boas práticas…

Os sistemas de informação e as entidades gestoras têm um papel crucial nisto mas mais do que isso é preciso que os profissionais prestadores dos cuidados sejam os principais actores… A comparação entre as diversas práticas é fundamental para o desenvolvimento do sistema de saúde e eliminar as assimetrias que se podem encontrar até dentro duma mesma instituição…

O caminho a seguir? As estruturas de gestão darem as ferramentas para que a reforma se faça de baixo para cima… O caminho a trilhar no novo século é que quem faz seja quem conceba o sistema, cabendo aos decisores fomentar e facilitar este caminho…

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