Adesão à terapêutica

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  • A não adesão ao regime terapêutico, no âmbito das doenças crónicas é um problema mundial de grande magnitude. A mortalidade e morbilidade que lhe estão associadas, atingem valores desproporcionalmente elevados, com graves repercussões na saúde das pessoas e elevados custos económicos;
  • O impacto da não adesão aumenta proporcionalmente ao peso das doenças crónicas na economia global;
  • As consequências da não adesão incluem, além do aumento das despesas, resultados negativos nos indicadores de saúde;
  • Melhorar a adesão, significa também, aumentar a segurança do doente, uma vez que não aderindo, o risco de morte e de agravamento do seu estado de saúde, como o aumento da dependência, o aumento do número de recaídas e da gravidade das mesmas e o aparecimento de resistências aos fármacos, estão aumentados;
  • A adesão ao regime terapêutico é um importante agente modificador da efectividade dos sistemas de saúde. 
  • Os custos directos atribuídos ao mau controlo de qualquer doença são três a quatro vezes superiores aos custos de um controlo adequado e eficaz. Os custos indirectos, como a diminuição da produtividade, a reforma antecipada e a morte prematura, têm a  mesma magnitude, o que significa que controlar e melhorar a adesão é positivo e desejável para os sistemas de saúde;
  • Medidas efectivas de melhoria da adesão  podem ter maior impacto na saúde daspopulações do que as potenciais melhorias resultantes de novos tratamentos e desenvolvimentos tecnológicos específicos;
  •  Os sistemas de saúde devem evoluir, ao encontro dos novos desafios, melhorando os sistemas de informação e comunicação, melhorando as suas capacidades organizativas, promovendo uma distribuição mais racional dos recursos, horários mais convenientes e continuidade dos cuidados, entre outros;
  • As pessoas com doença crónica devem ser compreendidas e apoiadas, não repreendidas. O que significa que não se deve colocar o foco na pessoa/ doente, esquecendo os profissionais e os sistemas de saúde;
  • A adesão é influenciada simultaneamente por cinco grupos de factores: factores relacionados com a doença, com a pessoa/doente, com o tratamento, com os profissionais e serviços de saúde e com factores sociais, económicos e culturais;
  • As intervenções para melhorar a adesão devem ser individualizadas, não existe uma única estratégia que seja eficaz com todas as pessoas;
  • A adesão ao regime terapêutico é um processo dinâmico que deve ser cuidadosamente acompanhado, avaliando a motivação da pessoa e o aparecimento de factores que a possam influenciar negativamente; 
  • Os profissionais de saúde necessitam de treino específico que lhes permita melhorar  intervenção ao nível da adesão.

Retirado do site da OMS.

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3 thoughts on “Adesão à terapêutica

  1. Consulto o seu blog semanalmente, contudo não comento, pouco mais a acrescentar.Parabéns colega, pela actualização muito pertinente relativa à adesão terapêutica. Concordo com o comentário anterior, os enfermeiros deveriam definitivamente de deixar de 'fazer por fazer' e basear cada vez mais a sua prática na evidência científica, mais precisamente em investigação concreta em Enfermagem!É.

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

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