Necessidades de saúde e de cuidados de enfermagem





Na sequência deste artigo de opinião do Enf.º Germano Couto, intitulado “A Especulacão financeira e a Saúde“, na revista Focus, (na senda de outras intervenções claramente meritórias no objectivo de divulgar a capacidade de um enfermeiro versar assuntos não implicitamente relacionados com a Enfermagem) surge uma reflexão, um debate necessário senão mesmo fundamental, para aferir da sustentabilidade dos sistemas de saúde e da sua natureza.


A saúde é ainda gerida de uma forma quase amadora no que diz respeito à sua relação com os seus utentes e com os seus financiadores. Partimos do princípio que a saúde é um direito e desresponsabiliza-mo-nos do seu custo. 


Actualmente gasta-se aproximadamente 10% do PIB em Saúde, mas não se sabe exactamente no quê especificamente, nem está estruturada uma alteração face aos desafios futuros, da ordem da demografia e agora também económica. A palavra qualidade é comummente usada mas esporadicamente sistematizada a sua avaliação.


Desta forma impera que a mudança seja no sentido de formar um sistema de saúde(profissionais e suas competências também) que responda aos desafios futuros e que acima de tudo possa ser avaliado algo que só por manifesta boa vontade se pode considerar ser hoje feito.


Desta forma importa perguntar: que necessidades a população terá daqui a 5, 10, 20 ou 30 anos? 


Que competências os profissionais devem deter para responder eficazmente a essas necessidades?


Que necessidades da população podem ser moldadas face ao conhecimento actual?


Que sistema de saúde dará suporte a isto e que seja custo efectivo e sustentável?
Razão ainda mais premente tendo em conta que a manta está a encolher e esta já era curta.


Um incentivo positivo que as entidades governativas poderiam dar a isto era exigirem uma certificação e acreditação das instituições quanto a todas as suas actividades, nomeadamente a prática de enfermagem. Isto será facilmente compreensível para quem estiver interessado em perceber quais as necessidades da população e que facilmente verificará que são necessidades que são da “tutela” da Enfermagem e dos enfermeiros: quantas pessoas serão prestadores de cuidados informais “esgotados” e quantos idosos não aderem à terapêutica por factores relacionados com a sua saúde por exemplo.


Só um sistema mais virado para as necessidades da população e não propriamente para a manutenção do actual sistema será um sistema sustentável, não sujeito a crises económicas e que dependa da capacidade individual e não da caridade, quer de próximos quer do Estado e para isso é também necessária a promoção dos profissionais que têm como objectivo primordial a capacitação da pessoa para o seu próprio cuidado… O enfermeiro



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