Futurália – Futuro?





A Futurália pode ser vista por todos como um “Salão de Oferta Educativa, Formação e Empregabilidade”. Há até quem a denomine de, Feira dedicada ao ensino e juventude, penso que no sentido da recreação e não no da venda de mercadorias.

A meu ver, neste acontecimento é notório o objectivo das instituições em projectar o nome das mesmas nas cabeças dos jovens e “atrai-los”. O Ensino em Portugal é fundamental que esteja presente no desenvolvimento das pessoas, pelo que também pode ser encarado como uma “fonte de economia” para muitas instituições e respectivos trabalhadores.

Gostaria de saber de onde provém o dinheiro gasto pelas instituições do ensino superior para estarem presentes neste evento. Questiono-me se será do dinheiro das propinas pagas pelos estudantes. Muitos estudantes fazem parte da mão-de-obra (não remunerada) presente neste contexto, mas os professores e afins são remunerados.

A meu ver, há muitas informações que poderiam ser dadas neste acontecimento e escapam das cabeças dos jovens que por lá passam. Estes não deviam precisar de chegar ao ensino superior para se depararem que poderão possuir uma bolsa de mérito, que terão de pagar propinas de valor X, ou seja, um conjunto de processos que existem transversalmente a todas as instituições do ensino superior e que não se verifica, pelo menos, nos panfletos informativos facultados aos mesmos.

Quando os jovens perguntam a questão do emprego, gostaria que fossem públicas as respostas que lhes são dadas pelas instituições e comparar as respostas “formais” e “informais”.

É um acontecimento que foi “recheado” por muitos como sendo de grande importância, mas que infelizmente “não chega” a todos os jovens.

Assim sendo, eu não sou contra a Futurália (pelo contrário), sou contra, que aquilo que os jovens deveriam ouvir no período de formação até ao 9º ou 12º ano lectivo, não englobe respostas direccionadas para o processo que poderão vir a vivenciar/escolher (curso tecnológico ou superior). E é neste aspecto que encontro o principal motivo para a grande adesão da população ao evento.

Eu sou defensor que lhes devia ser transmitido de forma completa no ensino básico e secundário as características das diversas (todas) profissões existentes e a forma como se atinge as mesmas. E até arrisco ir mais longe, da mesma maneira que mandam os jovens muitas vezes fazerem pesquisas para aprenderem conteúdos em que eles não demonstram minimamente interesse, poderiam incentivá-los/ensiná-los a pesquisarem mais sobre estes aspectos.

Não poderia deixar passar em branco que, justamente neste evento, foi apresentado pelo responsável pela implementação de Bolonha em Portugal (Pedro Lourtie) o livro “Políticas e Políticos da Educação”, que veio mesmo a propósito, no que diz respeito à responsabilização do apelidado “fenómeno” do ensino em Portugal. Dou um exemplo do que lá poderá ser lido: “É urgente reorganizar a rede de ensino superior” (Mariano Gago) Talvez para o ano, ou para o outro, digo eu… (o que se tem feito até agora?!)

No final, mantenho uma questão subjectiva abordada por muitos, que ofertas é que as instituições do Ensino Superior, ou tecnológico em Portugal proporcionam?

Tenho dito.

Cumprimentos,

Vítor Oliveira

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One thought on “Futurália – Futuro?

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