Quem paga o associativismo?!

Há uns tempos atrás li um trabalho que abordava o associativismo e que pode ser observado aqui, e que me fez reflectir sobre alguns aspectos voltados para a abrangência do associativismo. O associativismo em Portugal, em grande parte, é comandado pelo Instituto português da juventude/câmaras municipais, estando o primeiro directamente ligado ao Ministério da Educação ou da Ciência Tecnologia e Ensino Superior.
Desde já quero deixar claro que a meu ver, “associações sem fins lucrativos”, não significa que nas mesmas, não possam existir pessoas a enriquecer através desse meio.
Para muitos é considerado como uma “poderosa realidade social e cultural”, para outros como eu, é considerado como uma forma de “de algumas pessoas poderem ganhar mais algum”.
Quando falo nessa palavra, penso que a maioria da população portuguesa desconhecerá o significado da mesma e até me atrevo mesmo a dizer que grande parte dessa maioria em alguma situação já se envolveu com o associativismo e não se apercebeu da dinâmica do mesmo.
Esta “dimensão” aqui abordada, para muitos não é o “ganha-pão” de uma vida, mas por outro lado é através desta que ganham a projecção social que buscam e lhes permite atingir outros objectivos. Um aspecto que considero negativo, é que por vezes observam-se pessoas no grupo que lidera as associações, que estão ligadas ao mundo da política e que têm influência directa no valor a ser atribuído às mesmas.
Penso que era importante para o país que houvesse maior transparência na globalidade dos processos que envolvem a atribuição dos apoios do estado e que o tipo/características da aplicação desses valores fosse de conhecimento geral, o que não se observa muitas vezes.
Questiono quantas Organizações partidárias ou sindicais se encontram ligadas a esta “fonte”? Quantas Federações de associações juvenis sem personalidade jurídica existem? Quantas associações devem dinheiros ao IPJ que foram incorrectamente aplicados/desviados? Até o escutismo pode permitir a alguns “encherem” os seus bolsos (através das WAGGGS). Que valor anual o estado gasta com o associativismo?
Penso que é claro que ao reflectir sobre estes aspectos, tenho em consideração o “estado do país” e que quando se pensa em cortar em pensões mínimas ou aumentar o IVA, é difícil para mim não me questionar se não deveriam ser aspectos como os do associativismo, os primeiros a serem ponderados e controlados.
Não sou contra o associativismo, pelo contrário, sou grande defensor e admirador por exemplo, da vertente do voluntariado que se associa ao associativismo. É deveras importante que seja fomentado, principalmente direccionado para aqueles que mais precisam.
Cumprimentos.
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