O coração do Hospital

As palavras não são minhas (poderiam ser mas não era a mesma coisa…) Mas sim de Miguel Portas, deputado europeu pelo Bloco de Esquerda (acerca da Importância dos Enfermeiros):

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4 thoughts on “O coração do Hospital

  1. Está enganado quando diz que foi a lógica do “igualmente importantes” que nos troxe até aqui. A verdade é bem mais dura: chama-se incompetência.Incompetência dos responsáveis da Ordem, dos Sindicatos, dos enfermeiros que estão ligados à gestão (chefes, supervisores e directores), ao ensino (docentes) e dos que prestam cuidados (seja porque elegemos a OE, seja porque elegemos os políticos que nos governam).Portanto, a culpa é de todos nós. A realidade é esta: somos uma profissão muito jovem, que tarda em levantar a voz pela sua afirmação perante a sociedade.Estamos de acordo quanto aos “cursitos” que proliferam por aí. Mas diga-me: não há enfermeiros que ganham com isso? Pois é…A formação é fundamental em qualquer profissão. Tenho dúvidas é deste caminho que alguns apontam: é preciso um mestrado/especialidade para brilhar no dia a dia. Talvez não! Nunca como hoje houve tanta informação ao dispor dos profissionais de saúde. Se cada um se esmerasse no seu local de trabalho e se os chefes apostassem de uma vez por todas na formação em serviço (sem esquecer planos de integração SÉRIOS nos serviços), 4 anos chegariam e sobrariam para a Enfermagem brilhar.Mas não. Preferimos as especialidades, e depois o que é que temos? Enfermeiros que se especializaram em saúde mental, mas trabalham no bloco operatório. Outros, terminaram a especialidade, mas já só pensam em ser chefes. Outros, andam encostados ao cargo (?!) de “2º elemento”. Palavras para quê?E lembre-se: mesmo aceitando o modelo da especialização (que obviamente tem as suas virtudes), porque não adequar o nosso modelo de formação a Bolonha? 3 anos de curso base + especialidade de 2 anos?

  2. Subscrevo inteiramente a opinião do convidado. Sois – enfermeiros -mesmo a face mais humana, mais presente do SNS e de uma importância muito, muito grande.Assim saibam merecer este papel…:)

  3. A minha visão realista é esta: temos até agora tido um discurso de "igualmente importantes" e que nos trouxe? Uma imagem de humildade, ingenuidade e assumpção de limitações o que nos prejudica em tudo o que é negociações, seja de trabalho, competências ou qualquer tipo de reconhecimento pelo que temos de elevar a bitola.Em relação ao MDP e ao curso de Enfermagem(duração): Em relação àquilo que a nossa profissão tem de bom: a capacidade de ser abrangente e que engloba tantas áreas de actuação é difícil crer que apenas 4 anos cheguem para se ser sequer minimamente formado em qualquer uma delas. Penso que está na altura de sermos autónomos no ensino pelo que para ensinar também precisamos de ter formação suficientemente robusta para o fazer. Quanto melhor formados os enfermeiros estiverem, maior capaidade terão de exercer melhor a profissão, negociar nos seus locais de trabalho e assumirem a posição de líderes. Como liderar se não soubermos como nem porquê.Parte da assumpção de que o nosso ensino é suficiente é negar a realidade. Como proliferaram tantos cursos e cursitos que supostamente "roubaram" competências aos enfermeiros? Porque achámos que o que sabíamos era suficiente. Não lhe parece?

  4. e tem alguma razão. Mas eu prefiro uma visão realista: somos importantíssimos… tal e qual como os outros. Nada de superioridades.Nesta altura, mais do que auto-elogios à profissão, estou preocupado com a sustentabilidade do SNS. Penso que o MDP dos enfermeiros pode até ser bem intencionado, mas é mais uma facada na economia do ministério da saúde. Veja-se o caso dos médicos. Bancos de 24 horas pagos a peso de ouro mas com uma produtividade baixíssima, são uma vergonha nacional. Na mesma lógica, não é difícil pegar nos 4 anos que já temos nos cursos de enfermagem, e transformá-los em algo sério e que garanta uma verdadeira qualidade no atendimento aos doentes. Basta exigência! Deixêmo-nos de magalomanias.Nota: e se tivéssemos 3 anos de curso base + 2 de especialidade? Não seria uma boa adequação a Bolonha?

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