Formação de licenciados em Enfermagem…fará sentido?





Fará sentido num país acometido por uma grave crise económica e financeira, com um excedente de licenciados, por exemplo em enfermagem (excesso face à oferta de empregos na área de formação), desperdiçar dinheiros públicos em escolas públicas? 

Não seria mais conveniente que esta formação fosse assegurada apenas por escolas privadas, em que o utilizador é o pagador e assim só desperdiçaria o dinheiro de quem faz a formação e não o Estado (todos nós)?

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7 thoughts on “Formação de licenciados em Enfermagem…fará sentido?

  1. Olá Anónimo (das 11:35). Seria mais fácil dirigir-me a si se usasse um pseudónimo.Obrigado por ter a amabilidade de responder, independentemente de concordar comigo.Não defendi que a formação superior deva ser assegurada pelo privado ou pelo público… apenas que ACTUALMENTE" não há saída profissional para nenhum curso À excepção (por enquanto) de Medicina, e que face à situação de crise económica, financeira a acima de tudo social é incomportável desperdiçar dinheiro no ensino superior pré-graduado da forma como está a ser feito:A oferta de cursos não respeita qualquer ditame de necessidade real e mais responsabilidade recai sobre as instituições públicas. Sobre as privadas estas apenas estão a lutar no mercado mas se falarmos que cada escola pública custa dinheiro directamente saído do nosso bolso, podemos exigir que esse dinheiro seja usado em algo que seja realmente necessário e neste momento… Não é necessário criar licenciados. Se me disser que sim arranje-lhes emprego. Aí ficaríamos-lhe agradecidos.Quanto ao método ideal de calcular as necessidades de futuros licenciados, o melhor é perguntar Às empresas e às diferentes instituições… e não só às universidades.E se me disser que temos direitos, realmente temos mas também temos deveres e um deles é também zelar por nós mesmos e não esperar que "o Estado" o faça por nós… Dar esta primazia ao estado para decidir por nós é o que dá azo aos abusos que são cometidos em nome do Estado Social e que enriqueceram tanto político e criou tanto tacho inútil.Por isso… neste momento, quem quiser tirar um curso superior, sem saída profissional garantida, deve fazê-lo por sua conta e risco e não quero que o direito à Educação seja uma desculpa para usar dinheiro que neste momento é necessário noutros sectores. Negar isto é sobrepor o direito à educação superior como algo indiscutível, que não é, a educação superior não tem de ser um direito, não neste momento. Preferimos ter 10 milhões de desempregados e a morrer À fome?

  2. Devo dizer que leio o seu blogue de vez em quando, e nem sempre estou de acordo. Mas desta vez, acho que ultrapassou todas as marcas! Então acha que uma forma de resolver o problema actual do excesso de vagas em Enfermagem seria ministrar o curso apenas em escolas privadas?Eis alguns pontos para se orientar:O Estado somos todos nós.Um dos deveres dos cidadãos é eleger o Governo.Pagamos impostos e em contrapartida temos direitos.O Governo assegura alguns serviços: Justiça, Educação, Saúde, Segurança…Na Educação (neste caso, Ensino Superior), existe um grave problema com excesso de oferta de cursos e consequente desemprego de milhares de jovens. Você propõe: vamos dar o canudo só a quem tem (muitos) euros para pagar a propina numa privada.Eu digo: calcule-se as reais necessidades de determinada profissão na sociedade, e em função disso abram-se as vagas respectivas (nem sequer vou aqui debater a dualidade escola pública versus privada). Até pode admitir-se uma margem de 100 licenciados a mais em cada profissão, mas nunca mais do que isso.Se seguíssemos esta lógica em todas as profissões, hoje não estaríamos certamente no estado em que estamos. Como vê: mais simples, mais justo e (muito) mais barato!

  3. Que sentido pode ter a educação se não a formação para uma determinada actividade, para mais tão dispendiosa como a formação superior?Ter um curso para não exercê-lo nem ter esperança de?Que caminho para o desenvolvimento se pode ter se investimos em algo que não terá qualquer rentabilidade, por exemplo formar um enfermeiro, um professor, um psicólogo ou um engenheiro que nunca exercerá essa profissão e que no decorrer da sua formação (numa escola pública) delapidou milhares de euros?Não deve o Estado investir no que é realmente essencial para manter o país "vivo"?Ou seja… Nesta altura faz sentido despender dinheiro em formar licenciados para actividades que nunca irão exercer?E esse dinheiro não teria um melhor fim? Que igualdade teremos quando não existir dinheiro para nada?E acredita que todos alguma vez tiveram acesso igualitário à educação?

  4. Porque nem todos poderiam ter um acesso igualitário à educação e ficaria apenas restrita a quem pode pagar. E parece-me que uma das portas para o desenvolvimento social e económico do país passa pela educação e com esse princípio negaríamos a possibilidade de todos poderem ter as mesmas oportunidades. Porque tanto ricos como pobres podem e devem ser enfermeiros!

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

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