O PSD ganhou e agora?

Saúde: reforço da participação, por parte dos Municípios, no planeamento da rede nacional de equipamentos de saúde da competência em matéria de construção de centros e extensões de saúde  e da remodelação dos existentes

(…)

O PSD pretende realizar progressivamente o Estado de Garantia, assegurando que os objectivos sociais definidos são efectivamente alcançados. A realização deste Estado de Garantia permite que, por exemplo, nos sectores sociais da saúde e da educação, a par dos prestadores públicos, a oferta nacional seja também composta por prestadores de outra natureza, nomeadamente do sector não lucrativo (IPSS e Misericórdias), a qual, no entanto, deve ser sujeita a regulação independente que garanta a separação da actividade de financiamento da de prestação dos serviços.

(…)

Organizar o Ministério da Defesa em duas grandes áreas, a defesa militar e a protecção civil, e centralizar no ministério as funções de obtenção e administração de recursos, ensino e saúde militares, apoio social aos servidores (abrangendo os estabelecimentos militares de ensino e as messes), inspecção superior, relações externas de defesa (incluindo a definição da política de Defesa Nacional) e a Policia Judiciária Militar.
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Criar o Balcão Único para os Antigos Combatentes e melhorar o apoio aos Deficientes Militares:
o  Garantindo  aos ex-combatentes a manutenção do apoio por parte das estruturas de saúde 
militar, nomeadamente na área da saúde mental;
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Melhoria da eficiência do SNS, garantindo que todos os cidadãos têm acesso aos cuidados de saúde, independentemente da sua condição económico-financeira, conforme os princípios definidos, através de uma mais eficiente gestão e combate ao desperdício.

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A sustentabilidade exige a concretização das medidas de reestruturação e redução de custos desenvolvidas em pormenor no Pilar 3 (SPA, SEE, Nova Política de Investimento Público, PPPCs) e as medidas relativas ao Serviço Nacional de Saúde, Educação (Pilar 4) e Justiça (Pilar 1);

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Analisar a dinâmica dos compromissos nos domínios dos: i) Sistema de Segurança Social; ii) Serviço Nacional de Saúde e iii) Parcerias Público-Privadas e Concessões.

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o PSD compromete-se a introduzir o Programa Turismo Sénior Estrangeiro, que terá por missão atrair a residência temporária ou permanente de reformados com bons rendimentos médios. Todos os reformados que participarem neste programa terão de ser aprovados pelas autoridades portuguesas. Irá ainda promover-se o estabelecimento de convénios com os sistemas de Saúde e de Segurança com nossos parceiros europeus, no sentido de proporcionar as necessárias condições para que esses reformados se possam estabelecer em Portugal sem que existam encargos para o nosso sistema de Saúde ou para o nosso sistema de pensões.

(…)

“Acarinhar” projectos integrados de criação de redes e clusters em áreas emergentes (em Portugal) e de alto potencial de crescimento, incluindo, como exemplo.
  Saúde  (incluir Portugal como destino para tratamento de doenças crónicas):  (i) desenvolver um pólo de empresas (aliado a Universidades e Centros de Investigação) que concentre todas as actividades de fornecimento de meios de diagnóstico e serviços de saúde; (ii) ampliar capacidade na infra-estrutura; (iii) desenvolver centros de diagnóstico e tratamento de ponta com enfoque em terapêuticas  high-tech; (iv) desenvolver centros de I&D; (v) reter e atrair recursos humanos qualificados;

(…)

Dentro do objectivo estratégico de focalização nas suas actividades de  intermediação financeira, a CGD deverá vender  as  suas participações no sector dos  seguros e  da saúde  e  alienar a sua carteira de participações financeiras  em empresas cotadas, num valor total estimado de 1,3 mil milhões de euros.

(…)

tomar em consideração a capacidade oferecida tanto pelo sector público como por privados e por entidades de solidariedade social, no sentido de aproveitar recursos e evitar duplicações de oferta. Dentro desta linha, será reavaliado o plano de construção de novos hospitais do actual governo, redefinindo prioridades e os modelos de execução, em articulação com as conclusões relativas à análise global das PPP e Concessões e com as orientações sobre política de saúde.

(…)

O Cidadão deve ser o centro do novo Modelo Social, garantindo a satisfação de um conjunto de necessidades e serviços essenciais a todos: protecção social, educação e saúde. 


(…)



Criar condições para melhorar o nível de saúde e bem-estar: 
–  Introduzir no processo de reforma do Serviço Nacional de Saúde iniciativas específicas para a juventude 

nomeadamente a prevenção e actuação nas situações de combate à , drogas, álcool e protecção sexual. 

–  Incrementar a informação, conhecimento e compreensão dos riscos associados ao consumo de álcool e estupefacientes. 

–  Garantir e aumentar o programa Cheque Dentista. 
–  Promover junto dos professores e restantes profissionais do ensino, competências para aumentar as suas capacidades no diagnóstico e apoio a situações de saúde e bem-estar dos jovens sobretudo ao nível do , consumo de álcool e drogas e sexualidade. 

–  Reforçar as medidas especifica para o combate ao desemprego dos mais jovens.
Desenvolvimento do Sistema Nacional de Saúde: Uma Saúde de Qualidade para Todos. 
Os Desafios da Mudança 
Portugal pode orgulhar-se hoje do posicionamento relativo do seu Sistema de Saúde a nível internacional. No entanto, e está neste momento em causa a sua sustentabilidade financeira na medida em que os seus custos têm crescido muito acima das taxas nominais de crescimento económico. Esta tendência agravou-se na última década em consequência do fraco crescimento económico.

Ler da pág 103 à 109 (link)

Por isso pergunto: o que esperar para os cidadãos e para os enfermeiros?

 

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4 thoughts on “O PSD ganhou e agora?

  1. Está enganado.De facto sou simpatizante de um estado mais liberal e cidadãos mais activos.Os tempos são difíceis mas mais o serão se nos resignarmos a aceitar tudo o que aí vem sem apontar caminhos melhores.É esse o nosso papel, mostrar alternativas melhores. Nuns casos serão mais radicais que as da "troika" noutros serão mais moderados.Temos de levar em conta algumas idiossincrasias portuguesas e potenciar as muitas virtudes que temos.Aproveitar o capital humano instalado ao invés de pensar no imediato.Acredito que é uma oportunidade de ouro para refundarmos o país e é assim que temos de encarar estes momentos de crise… Como uma oportunidade. Neste momento acredito que o melhor partido para encetar essa mudança é o PSD, não podendo contudo deixar se ser crítico com o que de negativo acontecer. Isto não é um clube de futebol nem 90 minutos por semana: é a nossa vida…

  2. Parece-me que a sua pergunta final (irónica) revela que não simpatiza com o PSD. Estarei enganado?Mais do que o capítulo sobre saúde, do programa do PSD, todos os portugueses deviam olhar para o programa da Troika. Esse sim, mostra o que devem esperar os cidadãos e os enfermeiros para os próximos anos.Vêm aí tempos difíceis. Quem tem emprego, que o procure manter e não levante muito a crista.Em matéria de saúde, não há muito a acrescentar: os profissionais de saúde acotovelam-se entre si para mostrar à sociedade o quanto são mais importantes que os outros, mas a verdade, é que sobram exemplos em que os profissionais de saúde se demitem do seu genuíno papel, e revelam verdadeiramente aquilo para que vêm. No caso dos enfermeiros, pergunto quanto se conseguiria em ganhos em saúde, caso houvesse menos fuga de enfermeiros para cargos de gestão (?), mais dedicação no dia a dia (e menos investimento em formação pós graduada de fachada), mais respeito pelo cidadão e pelos profissionais (denúncia de casos gritantes que continuam a ser o “prato do dia” das instituições de saúde; “turno da noite” = dormir? “banco de 24 horas” = ganhar muito e trabalhar pouco; recrutamento de jovens enfermeiros = factor cunha?).Sou simpatizante do PSD mas nem sempre voto neste partido. Votei em Passos Coelho porque é uma pessoa que chega agora à política (pelo menos, ao 1º escalão). Espero que não me desiluda.Quanto ao Sócrates, só o facto da obtenção da sua licenciatura estar envolta em toda aquela polémica chegava e sobrava para não votar nele. Nem precisava de ir a temas como “Face Oculta”, “Freeport”, “TGV´s” ou os indianos/paquistaneses/moçambicanos no comício em Évora…Para a nossa bastonária isso não é bem assim. Está por explicar a sua presença na apresentação do programa do PS. No congresso ficou bem patente o “carinho” pela Ministra da Saúde. E ontem à noite, para quem ainda tinha dúvidas, no Hotel Altis, perto do Almeida Santos, lá estava a Alves de Brito…Venham rapidamente as eleições na Ordem e espero que estes senhores, tal como o Sócrates, se ponham na alheta.

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

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