Como expor os problemas dos enfermeiros e da Saúde duma forma inteligente…Por Germano Couto

Ver esta entrevista do Enfº Germano Couto, presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Enfermeiros, SRNOE ( a única com candidatura independente, ou seja, não vinculada à lista da actual bastonária):

http://195.23.58.155:8080/streamtv/2011/06/WMS_RM_FILTER/36025712.wmv  (Não consegui carregar o video para o blogue… alguém que me ajude!!! lol))
O que foi falado?
– Aborda-se a questão da prescrição da óptica da gestão das pessoas com doença crónica.
– Prescrição de MCDT’s por enfermeiros especialistas em SMO.
– Prescrição de ajudas técnicas pelos enfermeiros especialistas em Reabilitação.
– O acesso das pessoas aos cuidados de saúde.
– O envolvimento dos enfermeiros nas políticas de Saúde e a negligência das entidades governamentais neste aspecto.
– Os problemas na formação pré-graduada e o autismo do Ministério do Ensino Superior.
– A questão histórica do poder das diferentes Ordens profissionais.
– As opções de diálogo e gestão dos problemas dos enfermeiros pela actual OE.
– O desemprego e o paradoxo da falta de enfermeiros nas instituições, conforme as conclusões do Ministério da Saúde e a segurança ou insegurança daí resultantes. 
– O financiamento das instituições e o não incorporar os cuidados de enfermagem conduzindo ao desperdício de recursos e falta de transparência.
E… O reconhecimento social dos enfermeiros assim como as remunerações desadequadas do seu grau de responsabilidade/produtividade.
Como se pode ver… Aquilo que a Estrutura Central da OE não aborda ou aborda duma forma pouco clara e assim propiciando a confusão.

Aconselho vivamente… Pela clareza, frontalidade, coragem e acima de tudo pela capacidade de transmitir ao grande público… Um comunicador eficaz e eficiente.
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7 thoughts on “Como expor os problemas dos enfermeiros e da Saúde duma forma inteligente…Por Germano Couto

  1. Visto que temos um ministro da saúde que não é médico, é altura para a ordem dos enfermeiros e os sindicatos se juntarem na mesma mesa e reflectirem sobre a “merda” da carreira de enfermagem que foi aprovada pela catequista da Ana Jorge. Tentamos imitar os professores em tudo e ainda não se aperceberam que eles têm uma carreira única, com uma única categoria, não são burros como os enfermeiros. O sindicato achou de colocar uma segunda categoria “merda de enfermeiro principal”, fazendo diferença entre contratados e efectivos!!Por favor vamos já negociar a nossa carreira e tirar desta o enfermeiro principal cujas funções não se adaptam a nossa realidade. A ordem defende enfermeiro prestador de cuidados, enfermeiro especialista e enfermeiro gestor, então vamos defender estes títulos. Nós só conseguimos avançar com a negociação se estivermos todos unidos, escolas, ordem e sindicatos, como fizeram os professores e os médicos que conseguiram fazer uma boa negociação das respectivas carreiras. Vamos criar uma carreira única tanto para enfermeiros contratados como efectivos como fizeram os professores e os médicos. Vamos à luta!!!

  2. Olá Anónimo: preferia que criasse um pseudónimo para o distinguir dos restantes anónimos, fica ao seu critério, isto numa perspectiva de melhorar a comunicação.Antes de mais apreciei o epíteto de visionário peculiar que me atribui, confesso que não é o primeiro mas fica sempre bem ouvir de novo ;)Quanto à entrevista do Enfº Germano Couto: acha que teria alguma utilidade/nexo usar um léxico mais técnico numa entrevista daquele teor? Eu não acho. Acho que para um leigo entender ele foi bastante claro. Não me cingi à minha própria opinião: não há como perguntar a leigos na área da saúde se entenderam a entrevista e o que ele queria comunicar…Quanto à minha ideia "peculiar" de encerrar as escolas públicas, acho que está a adulterar as minhas palavras quando o que eu disse que a encerrar escolas este processo deveria começar pelas escolas públicas dado ser um processo coerente com a diminuição da despesa do Estado e com a responsabilidade do mesmo em garantir que os recursos não estão a ser mal utilizados, ou seja, a gastar dinheiro em professores, escola e estruturas que não fomentam a criação de valor mas sim uma multidão de pessoas a sustentar a própria existência. Claro que não seria o encerrar de todas as escolas nem de todas as vagas. Isso deixaria ao critério da A3ES, Ministério da Educação e Ensino Superior ( bastaria Educação não?)e dos pareceres da OE assim como com o Ministério da Economia e Finanças.Não defendo o encerramento completo por se perder eventualmente muitas competências que poderiam ser muito dificeis de recuperar à posteriori.Quanto à responsabilidade do enfº Germano Couto: deixo à sua consideração saber qual foi a posição dele no seio das reuniões do conselho directivo e até ouvir novamente a entrevista.Não sendo especialista de SMO compreendo o argumento destes quando colocam a questão nesses pontos: de facto muito do acompanhamento é feito pelo médico de MGF certo? Neste caso quem é supostamente mais capaz de melhor encaminhar, gerir o caso da grávida? É que a questão não é quando precisa do obstetra. Mas … E isto deixo à sua apreciação dado estar melhor informado do que eu, na tal gravidez fisiológica, o que faz o obstetra que o enfermeiro especialista em SMO não faz? Trata-se tudo de garantir o acesso , eficácia, eficiência e oportunidade de modo a permitir a criação de Valor.

  3. Ora viva. As suas leituras do mundo são sempre muito interessantes…A questão não é se ele falou num congresso ou não. Apenas me referia às qualidades enquanto comunicador. Veja melhor o vídeo e vai ver o Enf. Germano a pedir desculpa por palavras mal usadas. Aqui o ponto, não é a linguagem técnica, mas antes a clareza de ideias. Só isso.Há tempos avançou com uma solução para o desemprego em Enfermagem, deverás esquisita. Queria encerrar as escolas públicas, certo? Dessa forma, e já que temos excesso de enfermeiros, as privadas ficariam com a incumbência de dar formação aos jovens que quisessem exercer esta nobre profissão. Eu discordo categoricamente desse ponto de vista, mas se você acredita nele, isso é consigo. O que é inaceitável, é a atitude do Enf. Germano face à situação actual. Há factos em relação aos quais ele tem de ter uma posição: Há ou não excesso de escolas de Enfermagem? Há ou não excesso de vagas nas escolas de Enfermagem (públicas e privadas)? Há ou não pouca qualidade no ensino de algumas escolas de Enfermagem (públicas e privadas)? Há ou não enfermeiros, que ao contribuírem com este modelo de formação em massa (onde por vezes, nem eles são dotados de competência adequada enquanto docentes), estão a contribuir negativamente para a profissão?Você diz: “não vamos por aí”. Eu digo: “vamos por aqui e por onde for necessário para acabar de vez com as sanguessugas que existem no seio da classe”.Quanto às gravidezes fisiológicas, parece-me que vocês não têm noção da enormidade que estão a dizer. A Enfermagem é uma profissão que presta cuidados a todo o tipo de grávidas, tenham elas complicações ou não durante essa fase da sua vida. Acredito que nas tais gravidezes “fisiológicas” a intervenção do médico seja menor, mas daí até querer que o enfermeiro especialista substitua o médico, é algo perfeitamente suicida. Veja por exemplo a questão da realização das ecografias. Já para não falar do acompanhamento que hoje em dia, os endocrinologistas e anestesiologistas fazem durante esse período. Talvez essa sua opinião do enfermeiro especialista que substitui o obstetra tenha a ver com o “skill mix”. Pois bem, vamos fazer uma aposta: daqui a uns anos vamos olhar para trás, e vai dizer-me se a Enfermagem conseguiu conquistar mais funções do que as que faz hoje, ou se pelo contrário, perdeu competências para outros profissionais.O fenómeno do Sebastianismo já vem do tempo do início do blogue Doutor Enfermeiro. Já se percebeu que o Enf. Belmiro não quer dar a cara numa corrida desta envergadura. Eis que surge o Enf. Germano. Não sei em quem vou votar e nem acho que a Ana Rita represente essa figura messiânica. Acho apenas, que nas próximas eleições, a Maria Augusta vai levar um valente puxão de orelhas, e que o Germano se apresenta com uma candidatura regional. A Ana Rita apenas terá de não cometer erros e esperar pela vitória.Já reparou que o site http://www.enfermagemprimeiro.com/ ainda não revela as traves mestras daquilo que o Enf. Germano propõe para a Enfermagem?

  4. Visto que temos um ministro da saúde que não é médico, é altura para a ordem dos enfermeiros e os sindicatos se juntarem na mesma mesa e reflectirem sobre a "merda" da carreira de enfermagem que foi aprovada pela catequista da Ana Jorge. Tentamos imitar os professores em tudo e ainda não se aperceberam que eles têm uma carreira única, com uma única categoria, não são burros como os enfermeiros. O sindicato achou de colocar uma segunda categoria "merda de enfermeiro principal", fazendo diferença entre contratados e efectivos!!Por favor vamos já negociar a nossa carreira e tirar desta o enfermeiro principal cujas funções não se adaptam a nossa realidade. A ordem defende enfermeiro prestador de cuidados, enfermeiro especialista e enfermeiro gestor, então vamos defender estes títulos. Nós só conseguimos avançar com a negociação se estivermos todos unidos, escolas, ordem e sindicatos, como fizeram os professores e os médicos que conseguiram fazer uma boa negociação das respectivas carreiras. Vamos criar uma carreira única tanto para enfermeiros contratados como efectivos como fizeram os professores e os médicos. Vamos à luta!!!

  5. Aos anónimos: O enfº Germano Couto falou no Porto Canal ou falou nalgum congresso de enfermeiros?É que tendo falado num canal generalista, independentemente de ter baixa audiência, falou para não enfermeiros e se um dos pontos que referimos é de que não sabemos comunicar com o grande público, acho que ele foi bastante simples e explícito nessa mensagem.Quanto ao problema de escolas públicas e privadas… Ao menos nas privadas só la gasta dinheiro quem quer e não viver do "altruísmo dos outros". Não se pode escamotear a realidade que é a de que as escolas públicas também aumentaram e muito as suas vagas, mais até do que as privadas. Mas não vamos por aí.E na realidade das "gravidezes fisiológicas" não é supostamente mesmo da área do enfermeiro de SMO? Portanto uma substituição . Há alguma dúvida nisso?Quanto às restantes ideias de messianismo… Acho graça a isso, até porque ninguém falou em Messias, mas parece que querem colar essa imagem a uma candidata…

  6. Vi com atenção a entrevista do Enf. Germano.Para quem apontava o dedo à actual bastonária pelo discurso rouco e de ideias muito vagas (ver post´s no blogue Dr. Enf.), acho que não ficam dúvidas que estamos perante um candidato não muito diferente.Desde logo, a pronúncia do norte não ajuda. A escolha de algumas palavras não é feliz e chega mesmo a errar o uso de determinados termos. Interrogo-me também se alguém em Coimbra, Lisboa, Faro, Ponta Delgada, Funchal e até mesmo em Braga, vê o “Porto Canal”. Mais: se lhe faltou capacidade de orador perante uma jornalista de um canal regional, como se comportará diante de uma Judite de Sousa ou Fátima Campos Ferreira?Quanto a ideias, pareceu-me fraquinha a argumentação. Aponta o dedo ao poder de outras classes, mas na hora de especificar os grandes desperdícios a que assistimos diariamente no SNS graças aos disparates da classe médica, recua. Perante a pergunta sobre a Ministra da Saúde que agora cessa funções, evita dizer o que pensa. Diz que está preocupado com as dotações seguras de determinadas instituições de saúde, mas não revela quais!Igualmente interessante, foi vê-lo “à defesa” perante o tema “escolas privadas”. Para mim, o ponto alto (em termos de asneiras) foi defender a tese que muitas grávidas podem ser vigiadas por enfermeiros especialistas em vez de o serem por obstetras. Vamos lá ver se nos entendemos: ou é que assumimos o nosso papel em complementaridade com a Medicina, ou procuramos substituí-los. O Enf. Germano pelos visto é adepto da 2ª via, pelo menos nas “gravidezes fisiológicas”… Simplesmente, é um caminho suicida para a profissão. E é contraditório em si mesmo: então não é ele que diz que os enfermeiros não querem ser “médicos em miniatura”?!?!?!Depois, quanto à prescrição por enfermeiros: é óbvio que os enfermeiros são capazes de prescrever fármacos como os médicos. Basta que recebam formação para tal!Os filósofos da enfermagem portuguesa vieram logo dizer que não é correcto falar em prescrição, mas antes em “prescrições”. Assim sendo, o acto de mudar uma fralda e aplicar halibut, mais não é do que uma prescrição de enfermagem!Outros perguntam-se porque é que um cidadão pode tomar paracetamol e lactulose aos quilos, se estiver em casa, mas estando no hospital, o enfermeiro não lhe poderá dar umas graminhas das mesmas substâncias, sem o conhecimento do Sr. Médico? Ó senhores, então não são os enfermeiros que entopem as escolas em busca de mestrados na área da gestão e da comunicação? Então não são capazes de comunicar/dialogar/negociar com os médicos, para que, em cada serviço, se estabeleçam regras quanto à administração dos tais “determinado tipo de medicamentos”? É impressão minha, ou esta maluqueira das prescrições resume-se ao paracetamol e aos sacos de colostomia? Dobutamina? Noradrenalina? Propofol? Cefalosporinas de 3ª geração? Beta-bloqueantes? Então, afinal querem prescrever ou não?!?!?!Enf. Germano: todos talvez não, mas muita gente já percebeu ao que vem. A Tia Augusta vai levar um pontapé que nem o Sócrates. E por isso, ou muito me engane, ou a Ana Rita vai ganhar com maioria absoluta.

  7. Acho espantosa esta ideia do Messias que vai salvar a Enfermagem…O pos´t começa logo com uma palavra intrigante: “falado”. Dá a ideia que se lançaram uma ideias para o ar, talvez num banco de jardim ou numa esplanada de um café… Falta profundidade e compromisso aos líderes da Enfermagem.Os 3 primeiros tópicos resumem-se a um: prescrições (como diz a Lucília Nunes) em Enfermagem. Um tema já muito discutido, que não é novo e penso até nem se tratar de algo prioritário para nós. A este propósito, deve falar-se em skill mix, ficando então uma pergunta no ar: os enfermeiros vão conquistar mais competências (do que as que já têm) com o skill mix, ou vão sair a perder?O acesso aos cuidados e o envolvimento dos enfermeiros nas políticas de saúde, parecem-me temas tão abrangentes que poderiam ser discutidos por qualquer tipo de profissão que actue na área da saúde. O que há de novo aqui?Problemas da formação pré graduada? Nessa matéria, o enfermeiro Germano está a por a mão na consciência? É que tem bastante culpa no cartório! Ou está a penas a chutar para canto o problemas das “escolas cogumelo” (tipo aquela onde dá aulas)?O poder das diferentes Ordens também me parece uma banalidade. Mais importante do que ter uma Ordem dos Enfermeiros forte, eu prefiro um grupo profissional mais maduro e por conseguinte, mais vigoroso.A capacidade de diálogo da actual direcção da OE, aí estou inteiramente de acordo, não é nitidamente exemplar!Os últimos dois pontos (desemprego e financiamento das instituições de saúde) revelam até que ponto alguns enfermeiros andam desligados da realidade. Não se pode pensar que a enfermagem é a única profissão na área da saúde (e na sociedade) que precisa de mais efectivos para prestar um melhor serviço à população. O problema é que não temos petróleo nem fábricas da BMW/Audi/Mercedes para custear isso. Fazer omeletas com poucos ovos pode mesmo ser a única alternativa. Deixemo-nos de ilusões e dessa visão romântica dos cuidados de enfermagem… Uma das ideias (ERRADA) que circula actualmente no seio da Enfermagem, é a de que, atirando dinheiro para cima dos problemas (aumento do salário, por exemplo) vai resolver a situação. Faz falta um debate na sociedade sobre as remunerações nas diferentes profissões: quanto deve ganhar um polícia, um juiz, um enfermeiro, um professor, um piloto de avião, um advogado, um médico, um carpinteiro, um funcionário de caixa de supermercado… Não me levem a mal, mas há muitos enfermeiros que até são muito bem pagos para aquilo que fazem. Alguns pensam que só por tirarem uma pós graduação ou especialidade numa escola privada (mantendo exactamente a sua postura no dia a dia em matéria de prestação de cuidados) têm total direito em ganhar mais uns euros. Triste realidade a nossa.

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