10 Desafios para os enfermeiros portugueses nos próximos anos

1. Eleger novos elementos para que a OE se transforme em Ordem dos Enfermeiros e não uma Ordem De alguns enfermeiros.

2. Capacidade de se incluírem nas discussões sobre Políticas da Saúde.
3. Habilidade de prestar contas à sociedade de forma efectiva
4. Demonstrar que a reforma do paradigma da saúde virada para a prevenção e não reactividade passa por eles.
5. Mostrar que uma Saúde mais barata e melhor tem de ser necessariamente ter a visão/gestão principal por parte dos enfermeiros.
6. Não perder espaço de manobra no que à prestação de cuidados de saúde diz respeito.
7. Modernizar a linguagem e postura num mundo cada vez mais falado em economês
8. Capacitar para os novos desafios demográficos ( cidadãos com menos dinheiro , mais idosos, mais dependentes, mais informados).
9. Abandonar a visão idílica de que títulos dão direito a competência
10. Perceber que num mundo competitivo e em rápida mutação as receitas antigas já não servem e não basta tentar ser igual aos outros mas sim Sermos melhores ainda…


Alguns destes desafios concretos são: 

– A participação na construção do RSE e dos diversos sistemas de informação ( a mais fulcral) dado fornecerem informação/dados para a prestação de cuidados, investigação e acima de tudo gestão.

– Inclusão na discussão dos modelos de financiamento de cuidados de saúde nomeadamente nos indicadores a usar, a temática das PPP, modelos de gestão dos organismos públicos, seguros de saúde, défice na saúde entre outros.

– Reforma dos CSP e papel das UCC e USF assim como da avaliação das mesmas.

– Organização interna dos hospitais e modelos de gestão virados para a autonomia funcional dos diferentes serviços assim como na organização destes na óptica dos utentes e não dos recursos médicos.

– Papel das Ordens profissionais.

– Desadequação dos planos formativos dos cursos de enfermagem face à realidade laboral assim como o excesso de vagas para os empregos disponíveis.


– Formação pré- graduada e pós graduada: a primeira insuficiente a segunda insuficiente e em moldes ineficientes.


– Pressões economicistas para redução da despesa a curto prazo versus sustentabilidade a longo prazo (esta só é possível com cuidados de enfermagem em primazia versus cuidados médicos ou farmacêuticos).


– A implosão da profissão pela pressão dos insatisfeitos/desistentes do progresso da profissão.

Como enfrentar estes desafios?

A minha receita: Mais formação/melhor formação, dos alunos de enfermagem aos profissionais ( docentes, gestores e envolvidos na prestação directa de cuidados) de forma a nos capacitarmos para todos níveis de tomada de decisão. 


Só sabendo o ponto de situação actual e futuro assim como responder a ele poderemos ajudar-nos ajudar os cidadãos a terem mais Saúde.  Isto porque eu acho que ainda estamos a pensar como se o mundo fosse o mesmo de há 20 anos…

Demagogia? Discurso redondo? Se assim o entenderem é porque de facto o parágrafo acima faz todo o sentido…
Anúncios

4 thoughts on “10 Desafios para os enfermeiros portugueses nos próximos anos

  1. nenhum desses desafios se podem concretizar se os enfermeiros incompetentes e irresponsaveis que formam os alunos nos estágios , nao mudarem de postura, de nada vale apena senao educarmos e formarmos cmo deve de ser os futuros enfermeiros, pois a realidade de hoje em dia é criminosa, estao todos zangadinhos com a situaçao da enfermagem e o aluno está a passar ao lado, sem competencias nenhumas…criminosos da enfermagem!!! uma profissao so pode se defender se tiver crédito profissional…!!!!

  2. Vou mais longe.Seriam apenas 1 Ano.Basta Haver Vontade e FrontalidadePremiar quem trabalha.Penalizar quem devaneia.Mas o que acontece é o seguinte:Os que trabalham são premiados com mais trabalho. Se um dia trabalham ligeiramente menos, são chamados a atenção.Os que devaneiam, são ignorados e não lhes é pedido mais nada. Se um dia trabalham um "bocadinho" mais, abrem garrafas de champanhe e perdoam-lhes mais uns anos de devaneios. Não lhe chamaria resignação, mas sim um facto!Comecemos pela frontalidade de podermos assumir a qualidade do Nosso Trabalho. Não mostremos vergonha do mesmo.

  3. Acho que seriam precisos apenas 5 anos. Mais… até acredito que já poderia estar implementado desde há 5 anos…Mas os portugueses são como todos os outros, apenas alguns traços distintivos da identidade são mais vincados. Nos outros países também existem muitos irresponsáveis mas o que nos chateia mais e penso que essa é a fonte da nossa frustração, é saber que somos capazes de bem mais e continuarmos resignados ao fado… Maldito o tipo que inventou esta resignação traduzida em fado… o Célebre "não há nada a fazer… sempre foi assim!). Não foi nem terá de ser!Portugueses! Enfermeiros! está na hora de mudarmos a história e a nossa personalidade colectiva!

  4. Colega acha que é preciso 10 anos para que essas reformas se implementem como deve ser? Não será demasiado? Ou melhor não deveriam os Portugueses fazer melhor e mais rápido as mesmas?

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s