Se fosses ministro da saúde o que fazias?


Provavelmente um exercício de ingenuidade da minha parte mas considero que ser ministro é uma tarefa ingrata, mesmo que possamos apontar mil e uma regalias que julgamos desnecessárias, porém…
O que é que cada um de nos faria se nos fosse depositada a responsabilidade de manter a funcionar o Sistema de Saúde, directa ou indirectamente? 

O que faz da Saúde um sector tão especial?

Como fazer face a uma economia em recessão e que exige cortes em todos os sectores?

Como melhorar a Saúde dos Portugueses sem que aumente a despesa?

Como aumentar a capacidade de resposta do Sistema às necessidades das pessoas?

Como compatibilizar a dualidade quase paradoxal de diminuir a procura dos serviços de saúde e ao mesmo tempo responder às necessidades dos Portugueses?

Como conjugar a reforma do Sistema de saúde tendo em conta a satisfação de todos enquanto profissionais, utentes e contribuintes?

Etc Etc Etc.

Gostaríamos todos de conhecer soluções milagrosas mas estas não existem… Vocês sabem de alguma? Senão digam apenas uma razoável.




Reduziam, aumentavam ou acabavam com taxas moderadoras?
Negociavam de que forma as carreiras dos diferentes profissionais?
Como definiriam as prioridades de actuação no sector?
Que modelo de financiamento dos cuidados adoptariam?
Que forma de aumentar a produtividade usariam?
Aumentariam o número de profissionais de saúde?
Que reformas estruturais encetariam?

Obrigado


PS: Aumentaram ontem as taxas moderadoras mas hoje, fora do horário de trabalho, estive na “minha” Urgência e esta continua cheia e sem capacidade de resposta face a um ideal óptimo… O que se passará?
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3 thoughts on “Se fosses ministro da saúde o que fazias?

  1. Existe um grande problema nas questões das políticas de Saúde, teria que existir uma consciência social de todos os intervenientes, dos prestadores aos utilizadores, porque de forma a existir uma equidade de acesso os que mais podem deverão perceber que são os que mais têm que contribuir, mesmo os que não usem. É um mercado difícil até porque, tal como a Educação, aparentemente não produz nada mensurável, só traz gastos. Claro que os nossos decisores não se podem esquecer disto, uma população doente é uma população pouco produtiva.Relativamente ao que faria 🙂 aumentava a taxa de co-pagamento para quem tem possibilidades, equipas de urgência para reduzir o pagamento de horas complementares (o que pode ser questionável), aposta clara no preventivo (Cuidados comunitários) ao invés do curativo (diferenciados) claramente mais caros. Claro que tudo isto exige uma mudança de mentalidade de todos os intervenientes.Ah, quase que me esquecia, incentivos à produção científica em todos os grupos profissionais (investir para poupar).

  2. primeiro acabava com os grandes lobbies dos gestores e doutores dava mais valor aos enfermeiros e nao esquecendo a classe trabalhadora que sao os auxiliares esses sim limpam a merda dao alimentaçao dao banhos se for preciso trocam soros veem sinais vitais …sim porque a muitos destes profissionais que nao dao valor e sao mal pagos muitos so lhes falta saber puncionar uma veia

  3. Deixava de espezinhar os enfermeiros, aproveitava em termos REAIS as competências dos enfermeiros especialistas, criando também um escalão para estes profissionais e acabava com os lobbies que aniquilam o nosso SNS.

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

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