É mesmo possível reduzir a despesa na saúde sem CAOS?




Problemas com a redução das despesas com a Saúde:

– Cada vez mais as pessoas têm uma vida mais longa
– Cada vez mais as pessoas vivem mais anos com dependências várias
– Os portugueses consideram o seu estado de saúde deficiente relativamente a cidadãos de outros países ( LINK)  ) e portanto procuram mais ineficientemente os serviços de saúde.
– Os hospitais estão suborçamentados e portanto, todos os anos têm que pagar mais juros sobre dívidas que contraíram por excederem obviamente o seu orçamento .
– Com as mesmas regras actuais… cortar custos implica mais mortes e mais pessoas incapacitadas no futuro.
– Com o aumento da pobreza mais pessoas serão consideradas isentas e cada vez menos serão os que contribuirão para os Impostos.
– As pessoas deixaram completamente de cuidar de si próprias e vivem assustadas com doenças… negar-lhes cuidados de saúde só vai torná-las ainda mais doentes…
– O número de pessoas com doenças mentais, principalmente síndromes depressivos vais crescer cada vez mais e logo mais improdutivas e mais gastadoras.
– Cada vez menos pessoas vivem perto dos pais, as famílias são cada vez mais pequenas e portanto as pessoas com elevada dependência vão precisar cada vez mais de instituições que as acolham, maior despesa com elas (não suportada por familiares que cuidariam delas).
– Investimento quase total da Sociedade no Medicamento e quase desdenhar dos cuidados não farmacológicos.
– Criação de cada vez mais estruturas de acompanhamento dos problemas da saúde, um pouco à semelhança disto


A realidade é que face à modificação da estrutura demográfica da nossa população, por exemplo em 2009 houve mais mortes do que nascimentos, e face ao aumento da esperança média de vida acompanhada de tempo de vida com doença, cortar em gastos com doentes (directamente) vai ser um esforço colossal senão mesmo , em última análise, desumano. 

Cada vez há mais idosos e estes cada vez vivem mais tempo… Ou estão a tentar ocultar-nos uma verdade terrível que é… a saúde das pessoas voltou a ter a mesma importância do século X. Estaremos de volta à era Medieval?

Qual a solução derradeira? Distanásia é um termo que ouviremos falar muito em breve… garanto-vos.


Há contudo uma oportunidade e que para já é um problema… a elevada iliteracia da nossa população, no que às questões de saúde dizem respeito. Por exemplo, nos EUA, calcula-se que 90 milhões de adultos norte americanos têm elevada iliteracia na saúde e com tudo o que isso implica (LINK) sendo literacia definida como a capacidade do indivíduo de obter, processar e compreender informação básica sobre saúde

E em Portugal… qual será a nossa realidade?
Como potenciar o aumento da literacia em saúde?

Oportunidades:

– Aproveitar as novas tecnologias e media para informar a população de como usar os serviços de saúde
– Incluir no ensino obrigatório uam disciplina sobre Saúde e que inclua aspectos tão fundamentais como conhecer o Sistema de saúde, o acesso aos serviços de saúde, suporte básico de vida, prevenção de acidentes, primeiros socorros…
– Retirar proveito da maciça divulgação de telemóveis, smartphones, notebook’s e demais e alertar regularmente para problemas de saúde.
– Deixar de fazer política com a saúde
– Consciencializar os profissionais de saúde de que têm de ser mais criteriosos na indução de gastos.
– Tornarmos a sermos os principais responsáveis pela nossa saúde e ouvir mais os profissionais de saúde que promovem a nossa independência e não os que nos fazem crer que não percebemos nada disto


Só tendo cidadãos mais informados estes serão capazes de tomarem melhores decisões, cuidarem melhor de si mesmos e serem livres… e com vários bónus: forçar os profissionais de saúde a evoluírem cada vez mais e forçar os decisores do sistema de saúde a centrarem os cuidados sobre as pessoas e não o contrário.

Conhecimento precisa-se! Para fazer de Portugal um país e não um amontoado de remendos e resignados…
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