Expectativas para a Tomada de Posse da "nova" OE

Amanhã, dia 28 de Janeiro de 2011, toma posse uma nova equipa, na liderança dos destinos da Ordem dos Enfermeiros(LINK) porém o que esperam propriamente os enfermeiros desta “nova” Ordem?

Que desafios estes novos Órgãos terão?
Pela primeira vez concorreram mais do que 2 candidatos ao lugar de bastonário(no caso 5) e houve até casos de secções regionais em que houve 6 listas diferentes. Se por um lado isto pode ter traduzido um maior dinamismo por parte dos enfermeiros, ao assumirem projectos pessoais e colectivos quanto a melhorias no funcionamento da OE, por outro nunca houve tão grande abstenção (rondou os 80%).
Descrédito da democracia? Desinteresse puro? Falta de opções? Dificuldades no processo de votação? Desconfiança da função e capacidade da OE?
Provavelmente todos estes motivos levaram a que houvesse tanta gente descontente e provavelmente os mesmos que apontarão mais defeitos e imperfeições a tudo o que for feito.
Existem também os 20% que votaram e que provavelmente serão os críticos mais ferozes embora nem sempre com a melhor razão do lado deles.
Contudo… que expectativas terão os enfermeiros do desempenho da Ordem?
– Que os 200 e tal enfermeiros que compõem os órgãos estatutários (que incluem os suplentes) sejam equivalentes aos 230 deputados da Assembleia da República.
– Que a Ordem resolva o problema do desemprego dos Enfermeiros
– Que a Ordem feche escolas de enfermagem
– Que os enfermeiros sejam remunerados como licenciados e mais ainda
– Que se acabe com a usurpação de funções 
– Que se acabe com a precariedade laboral
– Que todo e qualquer lugar de liderança nas instituições de saúde seja ocupado por um enfermeiro
– Que os novos enfermeiros saiam formados como se já fossem especialistas
– Que os demais cidadãos reconheçam os enfermeiros como elite.
– Que a Ordem diminua as quotas e faça isto acima descrito e muito mais.
Quantas destas expectativas são realistas e podem ser atribuídas à Ordem?
Mas acima de tudo… o que estarão os demais enfermeiros dispostos a fazer a ajudar a OE a defender a profissão e acima de tudo o que estão dispostos a fazer para se ajudarem a eles mesmos e aos seus pares? 
Não nos podemos esquecer que todos têm obrigação, pelo menos moral, de ajudar e se não o fizermos saiem todos a perder… É que a Ordem não é propriamente um Governo e a Assembleia da República muito vagamente pode ser equiparada à Ordem… Além disso na Assembleia da República não existe a possibilidade de qualquer membro ou conjunto de membros irem lá votar… Por isso a responsabilidade é de todos… Não esquecer isto nos próximos 4 anos. 

Aqui reside a principal oportunidade e o principal problema. O que estão os enfermeiros dispostos a fazer por si mesmos e pela sua Ordem?
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2 thoughts on “Expectativas para a Tomada de Posse da "nova" OE

  1. Infelizmente e do que já ouvi um estudo que vise reduzir o número de Escolas de Enfermagem é semente que talvez só será lançada à terra em 2015!!!Será que é para o Enf. Germano Couto usar como bandeira para as eleições de um 2º Mandato? Com o problema crescente do desemprego em Enfermagem e com o cada vez maior número de Enfermeiros a emigrar como o nosso Bastonário já tem afirmado na comunicação social e só se vai começar a estudar o problema em 2015???Que vergonha! O maior problema da Classe e que faz o Germano? Arruma numa gaveta e em 2015 quando der jeito para a re-eleição então tira o pó do dossier. Já se está mesmo a ver que não vai fazer nada durante o 1º mandato, lá para o final do mesmo vai prometer que vai fazer e depois de novamente no cargo volta a meter na gaveta.Enquanto ele vai guardando este "trunfo" a pensar nas eleições a situação dos Enfermeiros vai-se degradando mas pelo menos serve a sua própria agenda e dá para vir para a televisão falar do desemprego e da emigração na Enfermagem e assim passar a imagem de homem preocupado com o assunto, agora tomar medidas quanto ao assunto, isso é que não pois é mexer em interesses de alguns e para isso é melhor adoptar a mesma atitude que tomou na AG … o SILÊNCIO.

  2. Maurotens toda razão. A Ordem permite uma democracia directa que muitos órgãos de soberania carecem. Mesmo assim temos de nos envolver mais e ter em atenção as dificuldades pelas quais os enfermeiros temos passado.Os tempos qie se avizinham vão radicalizar o campo da politica e é normal que apele mais à participação na vida civica. Se assim não for corremos o risco de implodir com as instituições democraticas onde se inclui a nossa Ordem.A participação também se promove e nisto as lideranças têm uma responsabilidade da qual não se podem alhear. Não chega estar à espera que a democracia aconteça por si, ou só quando dá jeito para legitimar mandatos através das eleições. A abstenção não leva à queda dos sistemas de governo, apenas provocam a substituição da democracia por outras formas mais autoritárias e ocultas de gestão da coisa publica. Por isso, todos devemls exigir ter voz e defender a possibilidade de toda a gente se exprimir e ter direito de escolha numa sociedade plural. Tudo isto se aplica também à vida da nossa Ordem.

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

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