CLASSIFICAÇÕES INTERNACIONAIS DE PROBLEMAS DE SAÚDE

1. 1. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde

Os esforços para unificar uma linguagem comum para definir diferentes categorias e diversos procedimentos diagnósticos e terapêuticos, afirmam-se num mundo globalizado como algo premente, e requer as TIC (tecnologias da informação).

A primeira classificação publicada internacionalmente é a de Jacques Bertillon em 1889, a pedido do Instituto Nacional de Estatística de Viena. Nesta ocasião só se definem as causas da disfunção, e tiveram de se esperar vários anos até se incluírem listas de doenças não mortais e análise não só da mortalidade, mas também da morbilidade destes processos.

Na sua 6ª revisão, em 1948 a lista original passa a constar e a ser responsabilidade da OMS, denominado-se Classificação Internacional de doenças. Que actualmente já vai na CID – 10 ou International Classification of Diseases (ICD), a qual podemos consultar em:


O comité de manutenção e coordenação da ICD ou CID é composto por:

A associação americana de hospitais

A associação americana de registos médicos

A administração financeira dos cuidados de saúde

O centro nacional de estatísticas de saúde

A estrutura da ICD – 10 é feita com base em:

1. Índice tabular de doenças e classificações

2. Índice alfabético de doenças

3. Classificação de procedimentos

1.2. Classificação Wonca – Classificação Internacional de Cuidados de Saúde Primários

Em 1958 médicos do Reino Unido verificaram que os diagnósticos descritos na ICD não eram compatíveis com a sua prática diária, esta foi a origem do nascer e criação de uma classificação diagnostica útil para a actividade assistencial da atenção primária.

A organização mundial de colégios médicos, academias e associações médicas gerais/de família (WONCA), elaboraram 3 classificações que davam respostas às necessidades específicas da atenção primária, que são os seguintes:

CIPSAP: Classificação Internacional de problemas de saúde em atenção primária. Trata de classificar diagnósticos de forma similar à ICD.

CIPAP: Classificação Internacional de processos de saúde primária. Trata de classificar os procedimentos aplicados.

CIAP: Classificação Internacional em Atenção Primária. Trata de classificar os motivos da consulta.


1.3. Na Enfermagem é do nosso total interesse 

1.3.1. A taxionomia Nanda – North American Nursing Diagnoses Association

A qual se divide em três níveis: domínios, classes e diagnósticos.


1.3.2. NIC – Nursing Interventions Classification


1.3.3. NOC – Nursing Outcomes Classification

1.3.4. A CIPE (ICNP) – Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem

1.3.5. O SAPE – Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem que tem como base fundamental a CIPE
Tem origem na Escola Superior de São João do Porto pelo Enf.º Abel Paiva na sua tese de Doutoramento. 

Nos Hospitais o ENFIN/SAPE liga com o SONHO (Sistema Integrado de Informação Hospitalar), também desenvolvido pelo IGIF, e instalado na maioria dos Hospitais. 

Nos Centros de Saúde o ENFINCO/SAPE liga com o SINUS (Sistema de Informação para Unidades de Saúde) que é também um sistema de gestão de utentes que está instalado em todos os centros de saúde/Extensões de saúde. 

1.3.6. MDAIF – Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar 

http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/20569/2/Enfermagem%20de%20Famlia%20Um%20Contexto%20do%20CuidarMaria%20Henriqueta%20Figueiredo.pdf

 O Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF), enquanto referencial teórico e metodológico, foi construído e validado pela investigação desenvolvida no contexto dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), pela Enfermeira Maria Henriqueta Figueiredo.

Partiu-se do princípio fundamental de que os cuidados de enfermagem centrados na família, enquanto cliente e unidade de intervenção, são regidos por uma abordagem sistémica, com ênfase num estilo colaborativo, que promove a potencialização das suas forças, recursos e competências. 

A avaliação familiar, no âmbito do MDAIF, centra-se em áreas de atenção relevantes em enfermagem de saúde familiar, operacionalizada por uma estrutura multidimensional centrada nas dimensões da estrutura, desenvolvimento e funcionamento do sistema familiar.

 Com uma estrutura operativa dinâmica, pretende ser flexível e interactivo, permitindo aos enfermeiros proporem intervenções que dêem respostas às necessidades das famílias em cuidados, identificando-as com rigor.

Actualmente está a ser utilizado pela Aces do Norte, com experiências muito positivas da equipa de Enfermagem.


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One thought on “CLASSIFICAÇÕES INTERNACIONAIS DE PROBLEMAS DE SAÚDE

  1. Olá Sandra e leitores.Belíssimo post na sequência dos anteriores ( estás muito produtiva 🙂 )Deixo este link para o "Pubmed" onde podemos encontrar uma lista das taxonomias mais importantes. Para melhor nos introduzirmos neste tema deixo este link para a wikipedia (para os utilizadores menos experientes: http://en.wikipedia.org/wiki/Unified_Medical_Language_SystemAqui podemos encontrar então a lista das linguagens contidas na UMLS, que inclui a CIPE, NIC, NOC, CID, etc etc etc…http://www.nlm.nih.gov/research/umls/knowledge_sources/metathesaurus/release/source_vocabularies.html

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

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