Sistemas de Informação e Comunicação em Saúde

Lembro-me de há uns anos atrás, numa conferência em que participava o Professor Francisco Batel Marques o ter questionado sobre a possibilidade de existir um sistema informático em saúde (não é a área dele, mas falou desse assunto na sua intervenção) que fosse partilhado por todos os profissionais (com informação escalonada e adaptada a cada grupo profissional), por centros de saúde, hospitais, farmácias, lares, etc., públicos ou privados e que o próprio cliente pudesse ter acesso a partir de casa ao seu processo clínico. Quando formulei a questão disse ter noção de ser uma proposta um tanto utópica. A resposta foi que já existia na Dinamarca e que até é mais barato que os sistemas que utilizamos em Portugal. Quanto aos custos não sei, mas podem obter algumas informações sobre o tal sistema aqui: http://ec.europa.eu/enterprise/archives/e-business-watch/studies/case_studies/documents/Case%20Studies%202004/CS_SR10_Health_1-MedCom.pdf.

Uns tempos mais tarde, numa outra conferência com o Dr. Jorge Guimarães, da portuguesa Alert questionei se a empresa não tencionava criar um programa do género. Mais uma vez, ignorância minha. A Alert já tem programas semelhantes, mas só são utilizados no estrangeiro.
Posto isto, e tendo em conta que a proposta até consta do Programa de Governo (página 85), de que estamos às espera? A falta de um bom sistema de informação leva a deficiências na continuidade dos cuidados e a duplicação de cuidados (especialmente MCDT’s), com prejuízo para os clientes e para o Estado.

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5 thoughts on “Sistemas de Informação e Comunicação em Saúde

  1. Já experimentei e inclusive já introduzi lá os meus dados…Porém, dado ainda estar numa fase quase experimental e que depende da introdução dos dados pelos utentes e apoiando-me em dois factores muito importantes, não acredito neste sistema, pelo menos para já:a) a iliteracia da maioria da população: a maioria dos utilizadores que efectivamente consomem muitos recursos… não utilizam estas plataformas.b) a falta de acesso à própria informação do utente, isto é, a informação produzida aquando do contacto com os serviços de, saúde: invalida a introdução da mesma pelo utente.Porém confiaria mais se a informação produzida nos vários serviços pudesse ser consultada pelo utente e pelo profissional, em qualquer contacto e em qualquer lugar salvaguardando as questões de segurança e protecção de dados… Um pouco à imagem daquilo que se idealizava com o RSE…No entanto esta plataforma, se for possível alargar o seu espectro, permitindo ao utente introduzir mais dados, será muito útil mas num futuro mais distante, prevendo que todos os portugueses terão o nível de literacia adequado para usar a mesma e estarem sensibilizados para…

  2. Nuno e Mauro não sei se já experimentaram a Plataforma de Dados de Saúde, que entrou em funcionamento praticamente total no SNS esta semana. Podem consultar o processo dos vossos utentes em todas as instituições do SNS, já o fiz e considero que está muito bom, apesar de ter ainda de ter algumas melhorias.Pelo que me falaram, poderá no futuro apenas permitir, por exemplo, requisitar um Raio X a uma parte do corpo, caso o clinico tenha consultado o anterior. Até lá, o sistema simplesmente não o permitirá, é 1 avanço… que está atrasado, mas que permitirá gerir melhor os recursos disponíveis e evitar o desperdício.

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

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