A ideia até nem era má de todo

Na sequência do meu post sobre as Ordens Profissionais :

http://www.ordemenfermeiros.pt/comunicacao/Paginas/RegimeJuridicoAssociacoesPublProfGT.aspx

O tal gabinete ministerial era uma boa forma de fazer o papel das Ordens sem misturar o papel dos sindicatos.

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11 thoughts on “A ideia até nem era má de todo

  1. O que nos devemos perguntar é… se a regulação terá de ser feita, duma maneira ou de outra, quanto ficaria (em euros nos nossos saídos dos nossos bolsos) se fosse o Governo directamente em vez da Ordem?De acordo com as experiências passadas e actuais de despesismo e ineficiência extrema do Governo… ficaria brutalmente mais pesado…

  2. A ideia do Mauro parece-me boa, mas a função apontada para as Ordens já é a função delas. Que teimam em ultrapassar.E continuo a achar que a Ordem devia ter membros não eleitos pelos pares. Como seriam escolhidos já é outra questão…

  3. Mauro é um Mundo tão complexo todos os temas que abordas-te, A Ordem, o Sindicato, e as Associações, têm uma importância fundamental na sociedade Portuguesa, para mim o problema reside em, que pessoas eleger, que princípios Têm essas pessoas, será que são altruístas, ou são egoístas?Somos Humanos não máquinas, mas sem dúvida que ser líder de qualquer um destes grupos, representa um grande desafio que não está ao alcance de qualquer um. Unificar uma Ordem, uma Associação, um Sindicato, é um trabalho tão árduo, tão sumamente exigente.Primeiro ninguém devia candidatar-se a certos cargos sem compreender as implicações que as suas atitudes, pareceres e decisões vão afectar inúmeras pessoas, e isto nada tem a ver com individualismo, como já referi anteriormente a capacidade de Liderança, de visão, de futuro não está ao alcance de todos.Bem como a capacidade de ouvir, decidir e assumir responsabilidades, mas tal como tu concordo que na heterogeneidade de pensamentos e filosofias democráticas se encontram as chaves.E tal como tu concordo inteiramente com a responsabilização das pessoas envolvidas após delineamento das consequências que certas medidas implicaram para a pessoa/família.Porque a preocupação de todos devia residir no Ser Humano, mas infelizmente, muitas das normativas que se têm delineado favorecem os classicismos, elitismos.Concluindo a educação deveria ser directamente proporcional a aptidões académicas mais especializadas.Porém detectamos que no nosso dia a dia muitas vezes temos pessoas especializadas tecnicamente e cientificamente muito mal educados e com princípios ético morais nulos.

  4. Concordo com ambos :)A reflexão que devemos fazer é: Face ao que tem sido o desempenho das várias Ordens profissionais em Portugal, o cidadão e consumidor tem ganho algo esse tipo de regulação profissional? E os próprios profissionais?No meu entender a heterogeneidade é a palavras chave quando analisamos o desempenho das várias Ordens e honestamente , face àquilo que tem sido o desempenho das várias Ordens ( e podendo ser acusado de tudo face à generalização que vou fazer) o consumidor tem sido tudo menos beneficiado. Grande parte das Ordens já tentou fazer regulação de preços das suas actividades algo que vai contra tudo o que é princípio económico favorecedor do consumidor, garantindo uma menor relação qualidade/preço e aldrabando a concorrência.E qual é o sentido de ter uma actividade? Algo que agrade ao consumidor… se não for esse o interesse de que serve ter uma actividade ou será esta justa?No meu entender colocar num mesmo quadro legal duma associação, defesa dos profissionais e defesa da qualidade dos serviços prestados pelos mesmos profissionais é algo que me parece do ponto de vista lógico, algo incoerente e favorecedor de interpretações abusivas e lesivas do bem estar comum. Ser juiz em causa própria nunca dá bom resultado.Por outro lado coloca-se a questão da necessidade de regulação da prática e fórmulas alternativas… Como regular a actividade? Pelo método actual, em que somos obrigados a pertencer a uma associação, em que pagamos para mantê-la e no entanto elegemos um grupo de profissionais para uma actividade que pode ser completamente contrária aos nossos interesses? Ora isso configura uma relação de pressão dos eleitores no sentido de serem favorecidos e não de serem regulados ( raros são os seres humanos que gostam de pagar para serem "chicoteados" por assim dizer… Do lado dos eleitos, como qualquer outro ser humano, tudo fará para manter o seu lugar e este só assim o será se agradar aos eleitores ( ou na ausência de alternativas melhores).Para lançar ainda mais confusão… Surgem os sindicatos, que são associações única e simplesmente viradas para a defesa dos profissionais e cujo papel é mais transparente e portanto mais verosímil, porém as leis que concernem à Concertação Social em Portugal são tudo menos transparentes e actuais, não prevendo a possibilidade da representação de sindicatos independentes ou ainda que um sindicato só possa representar os seus associados e cujas acções e consequência apenas a estes digam respeito… ora isto transfere também uma maior pressão para as Ordens uma vez que são estas as únicas representantes de todos os profissionais.Posto isto e dado que estas questões de representação profissional fazem coincidir 4 actores ou grupos de actores ( consumidores, Governo, Associações profissionais e Sindicatos, as minhas propostas/reflexões para acção vão neste sentido:- Um sindicato só pode representar os seus associados e como tal as consequências das suas acções só aos associados serão afectas.- As Ordens profissionais devem receber o valor efectivo para a sua regulação ( disciplinar e elaboração de normas de actuação da prática) do Estado e não dos seus membros, ficando na mesma a cargo destes a votação dos seus quadros dirigentes e ficando as Ordens mais esvaziadas de tentações populistas ao diminuirem a sua influência pela perda de poderes na questão da defesa dos profissionais.- As tarefas de defesa dos direitos dos profissionais ficariam única e simplesmente entregues a sindicatos.- O Governo exerceria sua função reguladora na mesma, através do financiamento das Ordens e os consumidores (eleitores) estariam mais representados nas decisões.

  5. Sim tens toda a razão Nuno, que dar a cara, errar é bem difícil requer responsabilidade, carácter, dinamismo e muito carisma. E aprender a ter humildade de reconhecimento quando erras, esse é o verdadeiro líder.Mas estar com o "esqueleto" sentado sem tentar fazer crítica construtiva é bem fácil.Este blog tem vertentes bastante positivas os que estamos a escrever neste momento somos todos pessoas com personalidades bastante vincadas.Há um ponto muito positivo entre nós, todos sem excepção lemos muito, reflectimos bastante e tentamos encontrar alternativas e novas soluções, e isso é muito importante apesar de nem sempre concordarmos entre nós.

  6. Atenção que eu até tenho gostado da intervenção do Bastonário, pelo menos relativamente ao que estávamos habituados.E também concordo com o Mauro, que o pagamento de quotas leva a que os enfermeiros sintam que têm legitimidade de exigir da Ordem mais do que as suas competências.Mas quanto a "alternativas" à eleição pelos pares, claro que não há sistemas perfeitos. Mas há vários tribunais, de vários sectores, várias instâncias e, que eu saiba (posso estar enganado, não sei o método de selecção de todos os tribunais), nenhum é eleito pelos pares. Não são perfeitos também, mas funcionam. E até se podia optar por um método misto, com representantes eleitos pelos pares e outros escolhidos pela AR, por exemplo. Não digo que este fosse o melhor método, há muitos possíveis e acho que muitos que seriam melhores do que eleição pelos pares.

  7. Primeiro passo algo está a ser feito,que digamos de passagem, que "algumas pessoas que estiveram a trbalhar", para a OE, falam, falam e falam e conseguiram ser muito pouco produtivas para a nossa profissão.Pelo menos todos temos de concordar que interacção por parte do bastonário e feed back tem sido uma constante, que ele erre, de vez em quando normal, a única pessoa isenta de errar é quem não tem opiniões, quem não arregaça as mangas, e quem efectivamente não trabalha.

  8. Mas pelo menos não existiria a incoerência de sermos forçados a pagar quotas e ao mesmo tempo regularmos a nossa prática ( e assim o bem geral da sociedade), do nosso próprio bolso ( além do papel disciplinar e jurisdicional da "coisa").A questão é… existe algum sistema perfeito? Não!Mas este que propus seria melhor…

  9. Mas vamos dar sempre ao mesmo problema… Quem escolhe as pessoas dos gabinetes ministeriais?Como garantir a sua independência?Quanto custaria ao meu bolso o gabinete ministerial fazer a regulação?Seria expectável maior transparência e resultados?Penso sim é que para não haver problemas entre os eleitos ( os órgãos da OE) e os eleitores ( os enfermeiros) como conflito de interesses( então tenho de escolher entre vários "gajos" que me terão de lixar a vida?) e as pressões de agradar… deveria ser o Estado, se quer que as associações regulem, atribuir uma verba fixa. Não seria perfeito mas seria um sistema melhor

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