O futuro do Ensino Superior ( de Enfermagem)

Mais do que fundir instituições, é preciso fundir cursos (clicar em cima para entrevista completa)

É o título da entrevista do Prof Alberto Amaral, Presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior deu à Rádio Renascença cuja missão é:  “missão da A3ES consiste em garantir a qualidade do ensino superior em Portugal, através da avaliação e acreditação das instituições de ensino superior e dos seus ciclos de estudos, bem como no desempenho das funções inerentes à inserção de Portugal no sistema europeu de garantia da qualidade do ensino superior”

In: http://www.a3es.pt/pt/

Na entrevista diz várias coisas interessantes como:

” O que se verifica é que sempre que aparece uma área que atrai alunos todas as instituições vão copiar e liquidam rapidamente essa área. Aconteceu com Enfermagem (havia falta de enfermeiros, hoje há excesso), aconteceu nas Tecnologias da Saúde, na Gestão, no Direito. “


(…)

“Seria melhor criar condições para que as próprias instituições tivessem a iniciativa de racionalizar a rede do que impor.”
(…)
” Além do mais, está-se a criar uma ideia bastante negativa: começa a haver desemprego de licenciados e as pessoas interrogam-se se vale a pena o esforço. Eu diria que vale a pena porque quem não tem curso está numa situação bastante pior. Hoje, estamos numa situação bastante pior, de vacas magras ou magríssimas.”


Ora eu pergunto… o dinheiro que se gasta em formar novos licenciados, nomeadamente quem está num curso de Enfermagem, Direito, Gestão ou tantos outros, não seria melhor empregue a pagar a Dívida mais rapidamente à Troika, a permitir diminuir o número e intensidade dos impostos ou a investir directamente na qualidade dos serviço?

Por exemplo em aumentar os recursos para a prestação de cuidados de enfermagem ( estruturas com espaço suficiente para acomodar familiares, material como pensos, sistemas de informação adequados ou material mais seguro e confortável para doentes?)

Ou a permitir a diminuição do IRS?

Porque insiste o Estado em desperdiçar recursos no Ensino Superior Público duma forma totalmente inadmissível num país falido?

Aqui a entrevista do Bastonário da Ordem dos Enfermeiros a falar da falta de articulação entre o Ministério da Saúde e o da Educação


Se por um lado deve ser permitida a livre escolha das pessoas, esta liberdade não deve interferir no direito de outros ( no caso impostos cobrados para assegurar esta “escolha”)… e num país falido. Toda a despesa deve ser racional e o mais custoefectiva possível… Principalmente quando os direitos de uns são assegurados directamente por outros, como é o caso do Ensino Superior Público

Por isso aguardam-se responsabilidades de quem tem o poder nesta matéria… o Ministério da Educação e a Agência de avaliação e acreditação do ensino superior ( A3ES) numa tomada de posição que aproxime o discurso da acção… Não só para o Ensino de Enfermagem mas para todo o Ensino Superior…

Anúncios

2 thoughts on “O futuro do Ensino Superior ( de Enfermagem)

  1. Completamente de acordo, como aliás já expressei por várias vezes. A A3ES é que não me parece que tenha competência nessa área. A sua função é garantir a qualidade do ensino, o que limita o número de vagas. Mas os cursos podem ser todos cheios de qualidade e haver vagas a mais na mesma e aí a decisão e acção tem de ser do Ministério da Educação.

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s