Entrevista de Miguel Oliveira da Silva, Presidente do CNECV

Para ler aqui.
Vários pontos interessantes. O óbvio sobre o racionamento, que só por cegueira se pode discordar. É bom ver alguém com responsabilidades a dizer aquilo que nem sempre as pessoas querem ouvir. É importante debater a gestão em saúde sem preconceitos e isso implica obviamente racionar, o que sempre foi feito, mas sem critério…
E também é bom ver que nem todos são corporativistas (crítica que se aplica não só aos médicos), ao ler “Mesmo obstetra, até acho que os enfermeiros especialistas deveriam assumir algumas competências. Uma grávida de baixo risco, saudável, como são os casos de 90% das grávidas, talvez possa ser vista pelos enfermeiros, como propôs o bastonário da Ordem dos Enfermeiros. É evidente que os médicos protestaram por puro corporativismo.”

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One thought on “Entrevista de Miguel Oliveira da Silva, Presidente do CNECV

  1. Várias questões para debate: Racionamento implícito versus explícitoO primeiro acontece há muito, o segundo traduz maior responsabilidade e necessidade da participação de todos.Só falar em médicos é esquecer que muita despesa é feita por outros, sem se aferir se os processos estão a ser eficientes ( a eficácia é outro assunto).A bem da relação profissional de saúde/doente é melhor que a possibilidade de decisão esteja previamente tomada , permitindo salvaguardar esta relação de confiança, isto é, não ficaria a depender do profissional in loco, decidir se deve implementar x recurso com base no custo, mas sim se ele está acessível ou não. Um exemplo é eu, como enfermeiro, não ter no momento da prestação, a possibilidade de prescrever um andarilho x em detrimento do Y. Tem contras ? Sim… mas pelo menos o conflito ético não me é associado. Assim a decisão sobre quais os andarilhos devem estar disponíveis é feita previamente ( nos moldes que se entenderem) mas não no momento da prescrição.Todas estas decisões e discussões baseiam-se no facto de muitos cuidados de saúde serem comparticipados e outros não. Aqui a concorrência também tem uma palavra a dizer, uma vez que sem concorrência os preços têm tendência a subir. Não me parece admissível que haja tanta permissividade na prescrição de MCDT's e uma prescrição dum andarilho a alguém com incapacidade em andar, por parte dum enfermeiro, não seja comparticipada.Isto também é racionamento ( com os prós e contras que implica)e não me parece que seja de menor importância… Uma pessoa que necessite de um auxiliar de marcha mas que não tem/ não lhe foi "prescrito" (com comparticipação) terá maior tendência a cair, a necessitar de fazer TAC à cabeça e maior despesa com medicamentos e apoios técnicos posteriores à eventualidade duma complicação.

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

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