Organização do material de emergência nos serviços e unidades de Saúde

O “Carro de Emergência” define-se como “uma estrutura móvel ou, em certos casos, transportável, que contém um conjunto de equipamentos, fármacos e outros materiais, indispensáveis para a reanimação cárdio-respiratória.” In (DGS, 2011).
Preconiza-se que o mesmo exista em todas as salas de emergência, em todos os serviços de urgência e em todas as unidades do Sistema de Saúde que lidam com doentes agudos ou com doenças crónicas que possam agudizar.
Posto isto, segundo a regulamentação/ orientação da DGS Nº 008/2011, deve existir uma uniformização do material de emergência em termos de existência de materiais, bem como na sua dinâmica funcional e organizacional. Para este processo foi elaborado um documento orientador, denominado Check List.
A orientação técnica aqui abordada é também direccionada para as ARS’s e para a Unidade Missão para os Cuidados Continuados Integrados (e serviços de saúde que as mesmas comportam).
Posto isto a minha questão é: fará sentido que a título de exemplo unidades de internamento possuam materiais do tipo Propofol EV; Midazolan EV; gelafundina (perfusão EV); manitol a 20% (perfusão EV); Drenos Torácicos; laringoscópio; tubo endotraqueal, entre outros. Podemos ter em conta que a maioria dos medicamentos de uso exclusivo hospitalar não existe nas unidades de internamento da RNCCI. Por outro lado não seria pertinente incluir nessa check list outros aspectos, como por exemplo, o contentor corto-perfurantes (será que as empresas que desenvolvem os carros têm em atenção a este aspecto), ou sondas vesicais normais ou de 3 vias, entre outros.
Assim, questiono se não seria pertinente definir com mais especificidade esta orientação, ou seja, por exemplo, clarificar o que se espera que exista nas unidades de cuidados continuados integrados, nos Centros de Saúde, nas USF’s, entre outros.
Seria interessante que a mesma orientação fosse desenvolvida num sentido até de guiar a atuação dos profissionais de saúde, em contextos de necessidade de abertura de um carro de emergência médico (ex: elaboração do protocolo de atuação). Por exemplo, seria pertinente que as unidades definissem  que em caso de alguma ocorrência que não no quarto do utente estivesse estipulado um local “preparado” para a atuação da equipa de saúde.
Tudo isto traria mais qualidade e segurança ao nível dos cuidados de saúde prestados, ou por outro lado ganhos ao nível dos custos/eficácia de atuação.
Tal como disse em reflexões anteriores é importante que sejam desenvolvidas acções que melhorem a qualidade e eficácia da Saúde em Portugal, mas para isso os órgãos de gestão e de chefia devem ser os lideres nesta caminhada, sendo claro evidente que os Enfermeiros, pelos conhecimentos e experiência que detêm  poderão ser uma ajuda preciosa para este caminho.
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