Prós e Contras – “Ei-los que Partem”


No dia 28/1/2013, no canal televisivo RTP1, foi para o ar mais um programa “prós e contras” cujo tema abordou a situação da emigração dos portugueses e a sua relação com a atualidade vivida no contexto socio-económico em Portugal.
Com todo o respeito para com a Sra Jornalista Fátima Ferreira (apresentadora), mais uma vez a sua capacidade jornalística em nada beneficiou o sentido de orientação de debate e a possibilidade de ser extraída a melhor informação dos intervenientes presentes. Porque neste debate ao contrário de outros, os participantes demonstraram um respeito exemplar do ponto de vista cívico  não havendo motivos para se quebrar constantemente o pensamento dos mesmos, terminar-se as frases, rir-se de fatos normais, entre outras atitudes desagradáveis de se assistir.
Face à questão “onde começou a emigração”, na minha opinião, a mesma iniciou-se no momento em o país não se desenvolveu, desenvolve-se muito lentamente e no futuro não se sabe concretamente se irá desenvolver.  Trata-se de um processo complexo, pelo que meras palavras como as minhas não servem para explicar verdadeiramente a integralidade do significado da ideia passada.
Outras das questoes que surgiram foram: -Onde começou a parte da imigração? Os jovens poderão voltar? Ponderam voltar?
Foi referido e bem, que o País Portugal não aproveita os recursos que investe, sendo exemplo a maioria da formação possibilitada aos jovens portugueses. A maioria da população vive o dia a dia num esforço constante para tentar criar o seu projecto de vida, sendo evidentes as dificuldades existentes também para a grande maioria. E por aqui se questiona a ideia de como se incentiva as pessoas a trabalharem para um projecto coletivo, quando o seu próprio não está minimamente assegurado. Falou-se e bem da responsabilização quanto às medidas politicas tomadas ao longos dos anos, que nos pertence a todos nós (ex: porque todos deveríamos votar), mas que a mesma responsabilidade não devia repartida em iguais níveis. Se analisarmos o exemplo da Irlanda, observamos o tipo de responsabilidade politica exigida que falo.
Um aspecto sublinhado e importante de se enaltecer, é a condição precária (pobreza) em que a população cada vez mais vive, isto tendo em conta que as medidas criadas não irão combater diretamente esse estado, mas urge olhar-se de frente para este parâmetro.
Falou-se de um exemplo de trabalhadores portugueses em que com menos tempo produzem mais, geram mais. A meu ver é evidente que na atualidade, no sector privado em concreto, se vive sobre a pressão da eficiência, da qualidade de serviços. No setor público este pensamento é mais relativo a meu ver.
Dizer que os emigrantes portugueses são embaixadores de Portugal e que os temos de trazer de volta é um pensamento desadequado face às principais necessidades. Penso mais importante ser necessário criarem-se medidas de desenvolvimento para o país e que se aumente a qualidade de vida dos portugueses e que posto isto, ai sim, se questione os emigrantes se querem voltar.
A Enf. Liliana (porque é assim que também devia ser “tratada” neste contexto), falou bem. A Irlanda já não vive em recessão económica, pelo contrário e isso leva a muitos aspectos benéficos para todos os que lá vivem. As condições de trabalho, tabelas remuneratórias, as ofertas de emprego, o desenvolvimento da qualidade assistencial da saúde, os estudos, a carga de trabalho, o cumprimentos dos planos de saúde, entre outros, certamente são abordados com “olhos” diferentes dos que assistimos em Portugal. A colega referiu que foi-lhe permitido pelos seus superiores a vinda a Portugal semanalmente durante um período por motivos pessoais, o que demonstra qualidade de trabalho, o necessário apoio em momentos de dificuldade (será que em Portugal se virifica o mesmo?). Falou-se na necessidade de se fiscalizar os locais de trabalho, mas porque não se promove isso? O governo em vez de pensar em resolver os falsos recibos verdes, ou os abusos nos trabalhos temporários, promove constantemente estagios profissionais (faz sentido?), no sentido das medidas do combate ao desemprego.
Falou-se numa reforma politica, sendo claro evidente que a missão do governo não é criar postos de trabalho, mas indirectamente é. Por isso o poder politico deve atuar partindo do pressuposto porque não teremos condições para criarmos emprego ou consequentemente, o que é preciso mudar, ou apostar (e não se limitar ou esperar pelas ordens da Troika, se nem sempre são o melhor).
Há algum tempo atrás, em dezembro de 2010 coloquei este video no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=wCrh2qXSU58. Já nos encontramos em 2013, pelo que fica a questão da demora dos processos de desenvolvimento que são aguardados e que nunca mais surgem. Aproveito para enviar um cumprimento especial a todos os colegas Enfermeiros que por opção, ou não, decidiram emigrar.
Anúncios

2 thoughts on “Prós e Contras – “Ei-los que Partem”

Sem censura... mas sem ilegalidade e acima de tudo com o sentido de responsabilidade. Opiniões contrárias não são só aceitáveis... são desejáveis... mas for favor identifique-se, nem que seja com pseudónimo

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s