Custos face ao internamento na RNCCI

Segundo perspectivas do actual governo, está previsto para que ocorra ao longo deste ano a abertura de mais de 1000 camas, na vertente dos Cuidados Continuados Integrados. As principais valências a serem abrangidas por este aumento serão as unidades de Internamento de Média e Longa Duração.
Neste contexto, tal como em muitos outros, é pertinente que sejam abordas questões relacionadas com a necessidade de desenvolvimento da RNCCI e da sua sustentabilidade. Posto isto, em 1 de Fevereiro de 2013 o governo informou que não iria actualizar os preços das comparticipações relativas ao período de 2012, recorrendo à suspensão da portaria que determinava o reajuste.
De seguida na imagem encontram-se expostos dados relativos à formulação dos custos atribuídos à diária de internamento dos utentes na RNCCI, face às diversas valências (criado em 2011).


Para não me alongar muito vou tentar ser objectivo. Os parâmetros avaliados para a definição dos totais nas diferentes valências são: encargos com cuidados de saúde,  encargos com medicamentos, material tratamento de Feridas, EAD, encargos com cuidados de apoio social e encargos com a utilização de fraldas. E com estes dados/palavras surgem inúmeras questões/ pensamentos. A titulo de exemplo: – Nas UCP e UMDR não se encontram utentes com problemas tais como incontinência urinária, que os levam a necessitar de fraldas? Ou nestes locais faz sentido que possa ser exigido ao utente o pagamento destes encargos? Todos estes parâmetros, fazem sentido? Não faria diferença se fosse abordado este contexto de forma mais especifica, profunda e adequada?
Neste contexto de saúde em particular, convirá ao estado que se compreenda os verdadeiros custos existentes?
Pude ler um documento de 2009, no qual se constata que ao setor publico um internamento em serviço de psiquiatria e saúde mental poderá ficar em 85 euros/dia, ou em serviços de medicina física e de reabilitação 247 euros/dia, ou em centros especializados em medicina física e de reabilitação 408 euros/dia, ou ao nível do serviço de urgência polivalente 147 €, serviço de urgência médico – cirúrgica 108 €, serviço de urgência básica – 51 €.
Não encontrei um documento que tinha lido “há uns tempos”, mas recordo-me de ler que num serviço de medicina, um custo diário de internamento de um utente poderá rondar os 300 euros, “por baixo”.
Pela lógica de muitas pessoas, tal como por exemplo o Sr. Dr. Correia de Campos seria pertinente que: “Cada pessoa que vai ao hospital recebe uma factura com o respectivo custo real dos serviços que lhe foram prestados. Não os paga, mas fica a saber quanto é que a comunidade, o Estado, gastou”. Traria consciencialização, mas não só, este pensamento levaria-nos a uma discussão extensa. E no contexto contrário, importa-se o estado em compreender quais os verdadeiros custos inerentes aos cuidados continuados integrados?
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One thought on “Custos face ao internamento na RNCCI

  1. A mim parece-me algo do tipo:Ah e tal vamos criar uma rede de cuidados continuados… mas não se paga para ter enfermeiros, nem fraldas, nem pensos, nem comida, nem cama, nem roupa lavada.Mas ei!!! Temos uma rede de cuidados continuados|

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