Novos caminhos: estética

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Nuno Mendes: O enfermeiro que quer democratizar a estética

 

 Nuno Mendes

 

Licenciado em enfermagem, Nuno Mendes é tudo menos um enfermeiro vulgar. Há cinco anos, arrancou com o seu projeto de saúde estética intensiva, que alargou, dois anos depois, ao Porto. Convicto de que as pessoas devem ser vistas como um todo, o jovem terapeuta foi acumulando saber e conta já com quase 50 especializações, em áreas tão distintas como a Medicina Tradicional Chinesa, Saúde Estética, Sobrepeso e Obesidade, Cuidados Continuados e Paliativos, Nutrição e Dietética, Dermocosmética e Estética, Técnicas de Laser em Dermatologia e Dermocosmética ou, ainda, a Estética Oncológica e a Hipnose Clínica. Está, agora, a iniciar, em Espanha, o doutoramento em Ciências da Saúde. A sua aposta é democratizar a estética, oferecendo “preços acessíveis e resultados de excelência”.

O que é isso da Estética Médica Intensiva? É uma estética “mais avançada, antes da cirurgia”, onde procuro “novas soluções e terapias”, sempre com o recurso a alta tecnologia. Aliás, Nuno Mendes assume-se como um viciado em tecnologia, renovando, praticamente todos os anos, os equipamentos. Não admira, por isso, que um projeto que arrancou com um investimento de 500 mil euros disponha, atualmente, de sete salas em funcionamento, com uma gama de equipamentos cujo valor total ronda 1,5 milhões de euros. O que só é possível graças às parcerias que estabelece, ao nível da investigação e desenvolvimento, “com as melhores empresas mundiais do setor tecnológico”.
Parcerias que levaram, por exemplo, ao desenvolvimento, com uma fábrica portuguesa, de um novo equipamento de crioterapia, que espera lançar em breve. Além do tratamento de inflamações ou hematomas, com recurso ao frio – vai funcionar entre zero e 19 graus -, o novo aparelho permitirá assegurar a depilação a laser sem dor.
Só nos últimos seis meses, Nuno Mendes comprou cerca de 30 novos equipamentos. Todos de tecnologias distintas. “Tudo o que há de mais inovador em saúde estética no mercado, nós temos”, diz. A aposta mais recente centrou-se na renovação total da ‘frota’ de lasers – é o único em Portugal a fazer depilação permanente às sobrancelhas a laser, processo que resultou de três anos de estudo e que levou ao desenvolvimento de um programa informático específico – e na compra de equipamento de diagnóstico e de tratamento da gordura localizada. Estes são os tratamentos mais procurados, a par do rejuvenescimento. E, cada vez mais, são os homens que procuram os serviços de estética. “Cerca de 70% dos clientes são mulheres, mas há cada vez mais homens. Aliás, muitas vezes, vem primeiro o homem e depois a mulher. Tratamos muitas famílias completas”, diz.
Para este ano tem previsto investir mais 600 mil euros, em equipamentos de vanguarda, que lhe permitam alavancar, ainda mais, o negócio. Estima que a faturação, que ronda os 150 a 200 mil euros, suba para os 300 mil.
O que o distingue de outro projetos no mercados? A sua aposta em fornecer um serviço completo, a preços acessíveis. “Eu acredito que a saúde deve ser aplicada numa lógica diferente. Se vai a uma consulta de oftalmologia, o médico vê-lhe os dois olhos e não cobra mais por isso, nem cobra em função do equipamento que usa. Eu acredito que o profissional de saúde deve resolver os problemas das pessoas e deve ter todas as armas para o fazer”.
Um conceito diferente no mundo da estética, em que o paciente paga a consulta e não os equipamentos que usa. As consultas são mensais e o preço varia entre os 45 euros da primeira e os 40 das restantes (deverão sofrer ajustamento ainda no primeiro trimestre do ano). E como se obtêm resultados com consultas mensais? É onde entra o conceito de intensividade. “No mesmo tratamento trabalho com várias técnicas e vários equipamentos em simultâneo, o que possibilidade efetuar, numa só sessão, tratamentos que obrigariam, em situações normais, a cinco ou mais consultas para obter os mesmos resultados”, refere. A vantagem para o cliente é óbvia: “Tem resultados mais rapidamente, com menores custos, menos tratamentos e consultas mais espaçadas”.
Quanto aos preços, são os que considera “justos e acessíveis à maioria das pessoas”, até porque o seu objetivo “não é fazer render rápido os equipamentos”, é deixar que todos tem acesso à saúde estética, que esta não seja um luxo. “Não é por não ter dinheiro que a pessoa deixa de ser atendida ou por ter dinheiro que obtém melhores resultados”, promete. “A nossa imagem é o nosso primeiro cartão de visita. Associado a um problema de obesidade há, quase sempre, uma parte psicológica afetada, com tudo o que daí advém”, acrescenta.
E, por isso, quando lhe chega alguém à clínica, começa por lhe fazer um ‘check up’ completo, desde o eletrocardiograma, passando pela ecografia, por um exame de composição corporal completo e um teste às intolerâncias alimentares, entre outros, que lhe permitam conhecer a pessoas que tem á sua frente e as suas necessidades específicas.
Sem página de internet – está em remodelação – e sem presença nas redes sociais, Nuno Mendes tem a agenda completamente preenchida com vários meses de antecedência, recebendo pessoas de todo o país, e mesmo de Espanha, França e Palop’s. Tem já um protocolo com um hotel, que espera alargar, em breve, ao segmento dos transportes, apostando no turismo de saúde.
Para breve está a chegada ao mercado de dois novos produtos, resultantes de cinco anos de investigação e desenvolvimento. São eles três chás (de emagrecimento, contra a retenção de líquidos e indutor de sono) e os cosméticos personalizados, que pretende colocar a par das grandes marcas mundiais. “Estudamos milhares de produtos já existentes no mercado, de modo a apresentarmos formulações com uma qualidade ímpar, através do recurso à nanotecnologia”, diz. Estes são produtos que Nuno Mendes espera exportar, mas cujas marcas não quer, ainda, revelar.  


Retrato
A Nuno Mendes – Estética Médica Intensiva nasceu em 2008, apostando no uso de várias técnicas e equipamentos em simultâneo para potenciar resultados. Conta com 13 colaboradores e sete salas de atendimento, entre a clínica de Paredes e a do Porto. A faturação anual ronda 200 mil euros. A estimativa para 2013 é de 300 mil. Previsto está um investimento de 600 mil euros para alavancar o negócio. 

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