Movimentos para a justiça

Por todo o lado surgem movimentos “individuais”, ou seja, limitados a cada instituição em particular, na procura do objectivo que é a equidade e justiça nas condições de trabalho, nomeadamente no ajuste de equiparação de salários e horários de trabalho.

Surgiram duma forma espontânea, amadora ( no sentido de não terem estruturas profissionalizadas) e mais personalizada, procurando pelos seus próprios meios atingir objectivos e sentido de justiça que são tão díspares quanto as condições que cidadãos em iguais circunstâncias à partida são tratados.
Talvez sejam o início dum processo que alterará a forma como se faz a negociação das condições de trabalho colectivas, limitando-as a cada instituição e apenas aos profissionais envolvidos, um pouco na senda do que julgo serem as “comissões de trabalhadores(CT)” e portanto mais adequadas aos vários contextos.
Isto deveria alarmar os nossos legisladores e levá-los a reverem as leis da Concertação Social assim como a forma como o “sindicalismo” é feito e planeado em Portugal.
Na minha óptica apenas os membros dum sindicato ou duma comissão de trabalhadores devem usufruir ou serem penalizados pelas decisões que tomam os seus “dirigentes” levando a uma maior responsabilização dos associados e dos dirigentes e promovendo um ambiente de real defesa dos interesses dos associados.
Ora isto só é realmente possível se aplicado local a local e por aqueles que mais envolvidos estão no caso em particular e nada melhor do que garantir um lugar na administração das instituições aos membros das comissões de trabalhadores… quer para responsabilizá-los pela gestão quer para garantir que todas as decisões tomadas são no real interesse de todos… Nem a administração fica refém de soundbites políticos e exigências absurdas de aumentos salariais incomportáveis, quer as CT e seus associados sentem que podem contribuir para a melhoria dos resultados das suas instituições e não farão exigências descabidas face aos resultados e objectivos atingidos pela instituição.
Urge a alteração do paradigma da negociação de condições de trabalho nas várias organizações absorvendo os contributos dos seus “trabalhadores” e promovendo o diálogo responsável, como forma de garantir a sustentabilidade, diminuindo o pendor eleitoralista e aumentando o pendor económico e humano. 
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