Avaliação das administrações hospitalares



Esta NOTÍCIA: Gestores hospitalares com nota negativa serão dispensados

Acredito quando estiver implementada… E apesar de apoiar incondicionalmente a avaliação de todos os intervenientes, nomeadamente das estruturas gestoras…

É porém necessário preparar-nos para as mudanças na cultura organizacional que isso implicará e na verdadeira mudança para empresas dos nossos hospitais EPE… A actividade totalmente virada para atingir objectivos…

Mas há coisas que me deixam um pouco receoso e como diria Michael Porter  e “adaptado” por mim… pior do que não ter indicadores e objectivos a atingir… é ter os indicadores e objectivos errados a atingir

E não esquecer que tendo o modelo de financiamento actual baseado em intervenções médicas… o que leva a que tudo o resto seja inexistente e virtualmente passível de passar por desperdício…

Tudo o que um qualquer gestor  competente fará será tentar atingir os objectivos propostos, de forma a garantir a existência e sobrevivência da empresa(hospital) e a sua prórpia… e sendo isso baseado em indicadores errados e não dependente da satisfação do cliente ou de ganhos em saúde mas simplesmente(na maioria) de processos (vide número de cirurgias ou cesarianas)… O que está mal pode ficar ainda pior…

 
 
E não esquecer a crise que se desencadeou em 2008, no culimar do excelente desempenho dos bancos de investimento e dos seus  “financeiros” das bolsas e da especulação… que podendo atingir os seus objectivos e serem excelentes na sua actividade… essa excelência pode ser uma verdadeira calamidade para todos os outros… Não esquecer isso… A sociedade é totalmente influenciável por um desiquilíbrio dum seu sector importante…
Tudo para dizer que isto poderá ser algo muito eficiente talvez mas muito pouco eficaz na prossecução de melhores indicadores de saúde baseados no bem estar e não em meros valores estatísticos. Imaginemos que se pretende aumentar a esperança de vida e não se inclui a esperança de vida saudável… por exemplo. Ou que se quer atingir determinado número de cirurgias para um nível médio e baixar o limiar de referenciação para a mesma…

Aqui está a complexidade de definir objectivos na área da saúde… que não colidam com uma cultura de qualidade maioritariamente importada da indústria e ainda a dar os primeiros passos (no largo horizonte que é a história dos cuidados de saúde)… E donde se pode concluir que uma mensagem de avaliação da real actividade prestada nas instituições de saúde é fundamental… e debater quais os objectivos a atingir com todos os actores…

Concordo genericamente com a medida… mas se for isolada(não modificando o modelo de financiamento)… pode revelar-se um verdadeiro desastre.

 Porque pior do que não ter objectivos é ter os objectivos errados.
 

Eu concordo com uma Mudança. Mas como se processará a Mudança e para o que queremos mudar… é que já não é assim tão evidente

.E têm havido sinais claros de que o actual executivo não sabe fazê-las…

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