App’s sobre saúde para telemóveis e tablet’s

Um potencial de aumento da autonomia na gestão do regime terapêutico?

Via BI
Uma oportunidade de negócio para os criativos e para as empresas de sistemas de informação?
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A evolução inteligente do SNS(ironia): autoexplicativo

Faz sentido…

Numa população cada vez mais idosa e dependente… corta-se nos cuidados de que as pessoas idosas mais precisam e corta-se no número dos profissionais que prestam esses cuidados…

Imagem Retirada do balanço social do SNS da ACSS

Imagem Retirada do balanço social do SNS da ACSS

Para melhor perceber o que significa a dependência e a necessidade de cuidados o Ministério poderia divulgar os dados que extrai do SAPE (Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem)… Ou esses dados não contam?

Risco e penosidade? Balanço social do SNS da ACSS …Sem legendas

Dados retirados do Balanço social do SNS do ano 2012, da ACSS:

“A Administração Central do Sistema de Saúde, IP (ACSS), divulga o Balanço Social do Ministério da Saúde (Serviço Nacional de Saúde e outras entidades) relativo ao ano de 2012, o qual resulta da consolidação dos dados reportados pela totalidade das 65 entidades na dependência do Ministério da Saúde- serviços centrais, serviços regionais e serviços e estabelecimentos prestadoresde de cuidados de saúde integrados no Serviço Nacional de Saúde.”http://www.acss.min-saude.pt/artigo/tabid/98/xmmid/896/xmid/5710/xmview/2/Default.aspx
Não sei qual é a definição de risco, penosidade e insalubridade para a área da saúde… mas se tiver alguma coisa a ver com isto…
Não faço é ideia em que é que os enfermeiros podem estar sujeitos a isto(ironia):

“Entende-se que os elementos caracterizadores das condições de risco, embora inerentes à natureza das próprias funções, dependem essencialmente de factores ou acções externas ao próprio exercício profissional, enquanto os que caracterizam as situações de penosidade e insalubridade estão intrinsecamente ligados à execução da actividade. Assim, as condições de trabalho tornam-se penosas quando exigem uma sobrecarga física ou psíquica e são insalubres quando as condições ambientais ou os meios utilizados no exercício da própria actividade podem ser nocivos para a saúde do trabalhador. 
Por outro lado, o risco, a penosidade e a insalubridade não são condições inerentes às próprias profissões ou actividades profissionais, mas sim dependentes das condições concretas do seu exercício, pelo que devem ser, prioritariamente, eliminadas ou diminuídas, através da aplicação das tecnologias e dos métodos de prevenção constantes da legislação em vigor sobre segurança e saúde no trabalho” 
Dizia no então Decreto-Lei n.º 53-A/98 de 11 de Março (Revogado pelo art.º 116.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27/2)

Petição pela dignidade de TODOS os profissionais de Saúde do SNS

“Não podemos estar alheios à crise económica, fruto das várias opções políticas que contribuíram para a debilidade da economia portuguesa e que transformou o nosso país num reino de “austeridade sem limites”. 

“Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades”. 

O Governo emanou mais uma Lei para a administração pública. A Lei 68/2013 de 29 de Agosto que impõe o aumento do horário semanal de trabalho para as 40 horas de todos os funcionários públicos 
http://www.dgap.gov.pt/index.cfm?OBJID=91f17207-d63e-4f78-a525-4e8140f46f49&ID=1499. 

A passagem de 35h para 40h semanais deve ser opcional e mediante cabimento orçamental da instituição (exatamente o mesmo que se preconizou para outros profissionais). 

Somos um movimento de várias profissões da saúde, que defendem uma democracia justa, onde os atos praticados pelos nossos governantes não sejam discriminatórios nas próprias carreiras e entre os diferentes grupos profissionais que compõem o SNS e a nossa sociedade. 

Rejeitamos a violação dos princípios da igualdade, proporcionalidade e proteção da confiança legítima. 

Os signatários desta petição pretendem que a mesma seja aceite para discussão em Plenário da Assembleia da República.”

Para assinar a petição clicar aqui na imagem.


Eu acrescento: para reduzir o horário a todos os que já fazem 40 horas e redução progressiva do horário para todos os que exerçam em Serviços de Urgência
 Ponto 1_ O trabalho no SU é especialmente desgastante face a qualquer tipologia existente no Sistema de Saúde Português
Tal é denotado na estrutura da carreira médica( e bem no meu entender), com a possibilidade de dispensa de trabalho no SU, vide artigo alínea 6 da cláusula 43 do Acordo colectivo de trabalho n.º 2/2009 com a seguinte redacção: 
“6 — Os trabalhadores médicos, a partir da data em que perfaçam 55 anos de idade, se o declararem, são dispensados de trabalho em serviço de urgência, em unidades de cuidados intensivos e em unidades de cuidados intermédios, com efeitos a partir de 30 dias da data de apresentação da declaração.”

Pelo que não se compreende porque tal difere para os Enfermeiros. Aqui não estamos numa caso de não aplicação da lei mas simples bom senso ou simplesmente justiça. Mais ainda… os enfermeiros trabalham única e simplesmente no SU, algo que não é uma generalidade a todos os profissionais do SU. Senhores utentes devem compreender que os vossos cuidados não serão prestados nas melhores condições por profissionais a trabalharem em condições desumanas e com um sentimento grande de injustiça.



2: O facto de ser contemplado para os trabalhadores integrados em serviços de Psiquiatria e Oncologia a redução horária de acordo com os anos de serviço, pela especial penosidade o que lamentavelmente por omissão decerto, nunca foi consagrado a quem exerça num serviço de Urgência, que manifestamente combina todos os factores de penosidade e intensidade da carga de trabalho. Sendo este mais um caso de falta de bom senso e/ou omissão do legislador.

Artigo 57º do DL nº 437/91, de 8/11

“1.Os enfermeiros que exerçam funções em unidades de internamento de psiquiatria e de doentes exclusivamente do foro oncológico terão direito, ao fim de um ano de trabalho efectivo, nestes serviços, a um período adicional de férias de cinco dias úteis, a gozar no ano seguinte, entre 1 de Janeiro e 31 de Maio, ou entre 1 de Outubro e 31 de Dezembro, o que não releva para efeitos de atribuição de subsídio de férias.
2…
3.Os enfermeiros referidos no nº 1 do presente artigo poderão ainda, se o requerem, beneficiar de redução no horário de trabalho de uma hora semanal por cada triénio de exercício efectivo, até ao limite de 30 horas semanais, sem perda de regalias.”

3_ Por fim, numa perspectiva macroeconómica, num país com uma taxa de desemprego a rondar os 20%( reais podem ser ainda maiores), com um desemprego jovem( com idade inferior a 34 anos) a rondar os 42%, com uma taxa de natalidade inferior à necessária para a renovação de gerações e com um previsível aumento da despesa com o sistema de segurança social (já insustentável pelo esquema Ponzi em que assenta) apresentar uma medida que reduz o número de empregos disponíveis  e sobrecarrega ainda mais a população em idade fértil deixando esta de ter tanto tempo disponível para a educação dos seus filhos é má para a economia e simultaneamente para as finanças mas mais grave ainda para os valores familiares nacionais.


No nosso ambiente micronanoeconómico (em cada serviço) isto implica a redução do número de equipas e previsivelmente o número de empregos.

Se o critério fosse a avaliação do desempenho e a produtividade ainda se compreenderia mas não é!

Peço desculpa por esta reflexão final mas não queria deixar de expor os motivos pelos quais não considero esta uma boa medida( o aumento generalizado para 40 horas) , mas dado que sou um cidadão e que acredito na democracia e como tal no Estado de Direito, as Leis são para ser cumpridas esperando contudo que o interesse comum seja respeitado dentro do espírito da Lei.

O bailarico

Numa típica aldeia, celebra-se sempre uma festa em honra de um santo popular. Essa festa divide-se, geralmente, na festa religiosa e na componente pagã, mais exuberante. A maioria tem direito a baile e tudo. Sabemos como é: quando a banda começa a tocar, forma-se um círculo de pessoas em redor do palco: no meio, fica o espaço para os casais dançarem.
Mais ou menos envergonhados, os primeiros casais avançam e dão início ao baile. Outros se seguem e a festa continua pela noite dentro. Quem está a dançar é o centro da acção. E é mais que garantido: vai levar uns encontrões, umas pisadelas, quiçá uma cotovelada. Afinal, todos querem dançar no centro, não é? Mas quem dança não quer saber disso: está no controlo, está a dar show para outros verem, é o dançarino que faz a festa! E quem sabe, no final da noite, lhe restem 3 opções: fica o sorriso do par, fica o número de telemóvel ou leva a miúda pelo braço. Seja como for, dançou! Mexeu-se. Fez por isso!
Mas desengane-se quem ignora os restantes foliões. E se há quem fique toda a noite perto do bar, a beber uma “fresquinha”, há também as pessoas que delimitam o círculo do bailarico: são elas que vemos quando entramos e saímos da dança. Geralmente estão de pé e de braços cruzados. Cabeça esticada, tudo vêm e decerto criticam. Querem entrar no baile, mas não sabem como. Ficam ali, na fila da frente, têm vontade, mas falta-lhes dar o primeiro passo. Parece que vai ser desta, mas não, não é. Só que a noite avança e para quem não dança, as horas de pé começam a tornar-se num verdadeiro fardo. E de tanto aqueles braços cruzados olham aquelas pernas a dançar, que se cansam, desistem e voltam para casa, para regressar na noite de baile seguinte.
Na vida política e, particularmente, no sector da saúde, o princípio é o mesmo: se há quem, como mais ou menos à-vontade, decide dar início ao baile, haverá sempre aqueles que ocupam a periferia da acção, espreitando e esperando pela sua vez. Só que mantêm os braços cruzados e isso não apela a ninguém. Muito menos à miúda de cabelo castanho-aloirado liso e com aquele sorriso fantástico. E enquanto os enfermeiros não decidirem descruzar os braços e convidar a menina para dançar, uma e outra e outra vez, nunca dançarão ao som da música. Não haverá sorriso, telemóvel a tocar e o acordar com a melhor sensação do mundo:
“Tinha medo, mas dançei! Hoje, estou no topo do mundo!”

Vote, pela sua saúde!


Há em Portugal uma certa tendência para se considerar o poder autárquico como o “lado bom” da política. Dizem alguns, que no Governo se assiste recorrentemente ao chamado crime de colarinho branco, enquanto que nas autarquias, existe a (genuína) proximidade ao cidadão. É este fenómeno, pelo menos em parte, que explica a existência dos chamados dinossauros autárquicos (Braga e Vila Nova de Poiares; Benavente, Serpa e Chamusca; Vila do Conde e Sobral de Monte Agraço; Viseu).
Mas será que isto corresponde à realidade?
A recente fusão das freguesias corresponde a uma (necessária) actualização territorial do país. É questionável a forma como foi feita, já que não se perguntou às populações se preferiam unir-se à freguesia A ou B (pelo menos, foi isto que se verificou em muitas localidades). Alguém entendeu que tinha legitimidade para decidir em vez do “povo”.
Os nossos credores também recomendaram (e bem) uma reforma desse tipo, ao nível dos concelhos. Porque será que não foi feita?
Será que na gestão dos concelhos, e como nos alerta Paulo Morais, existe muita corrupção? Empresas municipais para dar emprego aos amigos? Adjudicação de obras a empresas da mesma cor política? Troca de favores entre dirigentes e promotores imobiliários? Ou, como nos diz José Gomes Ferreira, há gabinetes camarários não se sabe muito bem para quê, a não ser bloquear a aprovação de projectos (e criação de emprego) que contribuiriam para o desenvolvimento de uma determinada região?
Num cenário destes, a lei da limitação de mandatos é mais do que obrigatória. Concordo com os que defendem, que esta lei, por si só, de pouco serve. É preciso mais: é fundamental que os cidadãos estejam atentos à realidade. E que protestem, nos actos eleitorais, dando oportunidade a candidatos que falem verdade.
A noite das eleições autárquicas é sempre um momento muito interessante de acompanhar. O eterno braço de ferro entre PS e PSD: quem tem mais votos e quem tem mais autarquias. A disputa pelas capitais de distrito assume particular relevo, sobretudo no caso de Lisboa e Porto. É também um momento chave de avaliação da acção do Governo (lembram-se do Guterres?). E ainda temos aqueles casos de candidatos que concorrem a título individual (em tempos, aconteceu em Oeiras, Felgueiras e Gondomar… este ano, parece que é a vez de Matosinhos).
Para apimentar a festa, em 2013, o Movimento Revolução Branca tentou impedir que alguns ex-Presidentes de (da?!) Câmara pudessem concorrer às autarquias vizinhas (V. N. de Gaia – Porto, Ílhavo – Aveiro, Gouveia – Guarda, Caldas da Rainha – Loures, Sintra – Lisboa, Santiago do Cacém – Alcácer do Sal, Montemor-o-Novo – Évora, Mértola – Beja, Serpa – Beja, Alcoutim – Castro Marim e Castro Marim – Tavira). De acordo com as sondagens, alguns desses candidatos vão conhecer o sabor da derrota, justamente porque não estão em sintonia com a vontade popular.
No caso do Porto, e para os Enfermeiros, há um dado que merece grande atenção: o candidato do Partido Socialista àquela Câmara Municipal é apoiado pelo Bastonário da Ordem dos Enfermeiros.
Cada um apoia quem bem entende. Mas, será que o Enf. Germano Couto é uma figura a quem a sociedade, de uma maneira geral, e os enfermeiros, em particular, reconhecem uma colossal dedicação à coisa Pública, ao ponto de abraçar/apoiar, em simultâneo com a Presidência da OE, um projecto autárquico?
Creio que os problemas que a profissão atravessa (alguns agravaram-se desde a tomada de posse desta equipa directiva), respondem facilmente a esta questão.
Estará o Enf. Germano a apoiar uma candidatura em que se revê, ou estará a preparar terreno para um futuro (cor de rosa) que aí vem?
E não foi o Dr. Manuel Pizarro, que enquanto Secretário de Estado da Saúde de Sócrates, não reconheceu o devido valor aos Enfermeiros?
Aquando das últimas eleições para a Ordem dos Enfermeiros, fui dos que criticou o facto de a esposa do Bastonário integrar a lista aos órgãos sociais. Não que isso seja crime. Eu é que talvez seja um pouco conservador nessa matéria.
Ora, de acordo com o site da candidatura do PS à Câmara do Porto, a Enf.ª Carla Ferraz surge em 8º lugar na lista de vereadores. Eu sei que Portugal é um país pequeno… mas caramba, não é tão pequeno assim!
Este episódio, como facilmente se percebe, desagrada (e de que maneira) a muitos apoiantes do projecto Enfermagem Primeiro. Para mim, que não apoiei o Enf. Germano, não há grande desilusão, desse ponto de vista. O que me entristece profundamente é o excesso de escolas de Enfermagem, a emigração e o desemprego de milhares de jovens nossos colegas, a exploração de mão-de-obra qualificada, a falta de transparência no recrutamento de quem procura um emprego, o clima de medo que está instalado em algumas instituições de saúde (com total cobertura de Enf. chefes, supervisores, directores e, mais recentemente, adjuntos…), a falta de coragem para dialogar com outras profissões de saúde, a falta de ousadia de acção junto do Governo no sentido de garantir o respeito pela dignidade profissional, o não reconhecimento do valor dos enfermeiros especialistas, a falta de um rumo para a profissão… enfim, a destruição do SERVIÇO Nacional de Saúde!
P.S.: Aceitam um desafio? A duas semanas das eleições, vamos perguntar aos Enfermeiros, via Facebook, se concordam ou não com o apoio a esta candidatura. Talvez ainda consigamos fazer recuar o Enf. Germano 😉



(texto escrito em 8-9-2013)

Encontro de Enfermagem Militar


É já dia 27 e 28 de Setembro, com o tema” Contextos militares e civis”: Especificidade e Proximidade, o 1º Encontro Internacional de Enfermagem Militar(o primeiro de muitos esperamos… ), promovido pela Associação Portuguesa de Enfermagem Militar